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  • Foto do escritorPimenta Rosa

ABIA realiza seminário sobre estigma e discriminação para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

O encontro, que acontece no Rio, irá apresentar as mais recentes pesquisas e debater sobre as barreiras que ainda impedem o acesso à prevenção e ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e outras patologias, como a Monkeypox.



A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) realizar o seminário 'Estigma e discriminação como barreira para a Prevenção e o Tratamento', nos próximos dias 8 e 9, a partir das 9h, no Windsor Florida Hotel, no Flamengo. O evento celebrar o Dia Mundial Contra a AIDS, comemorado anualmente desde 1988, no Brasil, um ano após a Assembleia Mundial de Saúde fixar a data em 1º de dezembro.


O encontro no Rio reúne as mais recentes pesquisas e debates sobre as barreiras que ainda impedem o acesso à prevenção e ao tratamento de pessoas que vivem com HIV e outras patologias – como a monkeypox. Segundo estimativa da ONU, ao longo do ano passado o Brasil teve 50 mil novos casos, o que fez o país chegar à marca de 960 mil pessoas vivendo com HIV. Já com relação ao vírus monkeypox, o Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, atingiu 10 mil casos, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, que lideram com 29 mil infecções.


Os participantes poderão também contribuir com a próxima publicação da ABIA sobre o atual estado da arte em relação ao estigma, discriminação e prevenção no país. Os autores dos textos, Daniel Canavese (UFRGS) e Laio Magno (UEBA), estarão presentes para debater e aprimorar suas reflexões até o lançamento da publicação.


Para Richard Parker, diretor-presidente da entidade (foto), o tema é urgente, pois a recente onda de conservadorismo no Brasil tornou o estigma e a discriminação quase como uma política de estado. 'Podemos afirmar que estamos enfrentando um dos piores momentos do recrudescimento de ambos em relação a HIV e AIDS em 40 anos de epidemia'.


Entre as palestrantes convidadas, está a pesquisadora Carla Rocha Pereira (ENSP/Fiocruz) que apresenta seu estudo de pós-douturado 'Estigma e discriminação como barreiras de acesso aos serviços de saúde e à PrEP entre HSH e mulheres trans e travestis no Rio de Janeiro/Região Metropolitana e na Cidade de Curitiba/PR'. A PrEP (Profilaxia Pré Exposição) é a combinação de dois medicamentos que atuam na prevenção do HIV. O estudo foi realizado entre 2019 e 2021 e, entre os achados, apontou como desafio a não aceitação do nome social para as pessoas trans nos serviços de saúde. 'Esse é um problema comum entre os serviços de saúde no Rio de Janeiro e em Curitiba, sobretudo na atenção primária', reforça a pesquisadora.


O evento terá transmissão ao vivo pelo YouTube da ABIA (https://bit.ly/3gveN).


Confira a programação completa:



Sobre a ABIA A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) foi criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, em 1987. A instituição ajudou a tirar a AIDS do contexto clínico e a colocou como problema social, político e econômico. Soropostivo, Betinho faleceu dez anos depois da fundação da ABIA, em decorrência de complicações da AIDS, mas a ONG continuou contribuindo na resposta à epidemia do HIV/ AIDS. Hoje é uma das mais respeitadas instituições que atuam no campo e é responsável pelo Observatório Nacional de Políticas de AIDS. Em 2022, a ABIA está completando 35 anos de trajetória.


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