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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Acelerar e respaldar a formação médica é prioridade para acolher pessoas trans

Apenas um terço dos médicos que se formam passam por algum tipo de treinamento específico para acolher essa fatia da população



Dois em cada 100 brasileiros são transgêneros e não binários, segundo pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Botucatu - FMB da Universidade Estadual Paulista – UNESP, publicada na Nature Scientific Reports, em 2021. No entanto, são poucos os profissionais da área de saúde especializados, conforme afirma a ginecologista, obstetra e sexologista, Dra. Lucia Alves Lara, que também é presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).


‘Este é um assunto extremamente importante para a formação médica em geral, especialmente de ginecologistas, que compõem uma equipe multidisciplinar’, frisou.

Segundo ela, atualmente, apenas um terço dos médicos que se formam passam por algum tipo de treinamento específico para acolher essa fatia da população. Ainda assim, desde 2013, diz, houve muita evolução. Foi neste ano que o Ministério da Saúde incluiu, como prioridade, o cuidado médico adequado para estas pessoas que, até então, era extremamente restrito a um grupo de profissionais, especialmente da endocrinologia.


A evolução, ressalta Lucia, é que a FEBRASGO conquistou, em meados de 2019, a inclusão da atenção à saúde da pessoa trans na matriz de competência da Ginecologia, ou seja, pré-requisitos que residentes de Medicina precisam cumprir para ser certificado como médico propriamente dito, o tema diversidade de gênero como prioritário para o cuidado de pessoas trans.

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