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Antra aponta em relatório morte de 80 transexuais apenas no primeiro semestre

Relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) aponta que o atual momento é de extrema violência e vulnerabilidade para a comunidade transexual



Um relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgou um relatório sobre o momento de extrema violência e vulnerabilidade por que passa a comunidade. Apenas no primeiro semestre de 2021, 80 transexuais já foram mortas no Brasil, além de sofrerem outros tipos de violência, como Roberta Nascimento da Silva, de 32 anos, do Recife que foi queimada e teve de amputar os dois braços.


O relatório da Antra é feito a partir de reportagens e relatos de organizações de acolhimento à comunidade LGBTQIA+. A associação denuncia que não existem dados oficiais e, por isso, acredita que o número de mortes entre janeiro e junho deste ano pode ser ainda maior. Além de ter o título do país que mais mata população LGBTQIA+, no mundo, o que se reflete no caso dos transexuais e travestis. Em 2020 foram 175 assassinatos registrados na mídia.


A coautora do relatório, Bruna Benevides, responsável pela Secretaria de Articulação Política da Antra, lembrou que no ano passado, dessas 175 mortes, 100 ocorreram no primeiro semestre, um número superior ao desse ano. Porém, segundo ela, essa comparação não pode ser feita, uma vez que no início de 2020 a pandemia ainda não estava tão presente na vida da população brasileira. A Covid ajudou a piorar a situação da população trans, principalmente as que vivem em situação de prostituição.

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