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Cantores gospel denunciam preconceito e boicote de evangélicos

O cantor Leonardo Gonçalves recebeu inúmeras críticas por ter se apresentado na evangélica Igreja Cidade Refúgio, voltado à comunidade LGBTQIA+; Alom Gomes diz que foi boicotado



Nem sempre divulgar a Palavra de Deus tem importância para fãs de cantores gospel. O cantor adventista Leonardo Gonçalves descobriu que o preconceito no meio cristão é grande, quando se apresentou na Igreja Cristã Cidade Refúgio, em São Paulo, voltada ao acolhimento da população LGBTQIA+. Diante das críticas nas suas redes sociais e perda de seguidores, ele pediu desculpa aos frequentadores da igreja, minimizando as críticas e o ódio das pessoas que não entendem que Deus é amor.


E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Marcos 16:15

Aplaudido pelas pessoas que estavam no evento e recebendo a solidariedade das pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha, ele reiterou que não representava aquela parcela de evangélicos que aponta o dedo aos outros. Para o cantor, no Mês do Orgulho LGBT, é importante mostrar que a Palavra de Deus está com todos, sem segregação.


Cantor denuncia em boicote


O cantor gospel e influencer Alom Gomes também tem sentido na pele a dor do preconceito. Filho de pastor e criado em família evangélica, sempre foi discriminado pelo jeito de falar e de ser. Morador da Baixada Fluminense e com 155 mil seguidores no Tik Tok, chegou a gravar um CD e tentar o mercado gospel, mas não obteve a repercussão esperada e, ao jornal Metrópoles, admite que sente que isso aconteceu por ser gay.


'Eu cantava música gospel, mas fui boicotado nessa área. Sinto que sofri preconceito nessa época por parte de alguns líderes religiosos. Falavam da minha voz, do meu jeito e não me davam oportunidades', explicou ao Metrópoles.


Com sua convicções cristãs, ele disse que desistiu de investir nessa área e irá diversificar os assuntos nas suas redes sociais.

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