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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Cia CTO realiza temporada gratuita do espetáculo 'Gêneres' no Rio de Janeiro

Apresentações acontecem na sede do Centro de Teatro do Oprimido, na Lapa, e no Teatro Noel Rosa da UERJ, no Maracanã



A Cia CTO realiza, entre os dias 13 e 29 de outubro, uma circulação gratuita da temporada do espetáculo Gêneres. Sob a direção de Bárbara Santos, a obra debate como a persistência na utilização de um conceito de gênero com estrutura binária pode afetar avanços sociais e promover a intolerância e a violência na convivência cotidiana. O evento acontece nos dias 13, 14, 15, 22 e 29 de outubro, às 18h, na sede do Centro de Teatro do Oprimido (CTO), e no dia 21 de outubro, às 19h, no Teatro Noel Rosa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Como aprendemos a desempenhar papéis sociais a partir desse conceito de gênero? Quais mecanismos de “convencimento” ou de coerção são utilizados nos espaços sociais (família, escola, religião, etc.) para colocar cada pessoa em uma das duas caixinhas disponíveis: ele ou ela, azul ou rosa? Como mulheres aprendem a “ser mulheres”? Como homens aprendem a “ser homens”? Como eles aprendem que a linguagem da violência lhes é permitida? Essas são algumas das perguntas que o espetáculo quer responder.

Gêneres é uma produção de Teatro-Fórum baseada em Estéticas Feministas com o objetivo de revelar processos sociais por meios estéticos e de propor o diálogo interativo entre palco e plateia para buscar meios concretos para transformar a realidade. Após a apresentação, o público é convidado a, em pequenos grupos, buscar estratégias coletivas para enfrentar o problema encenado. Na sequência, estimula-se que alguns desses grupos improvisam suas propostas no palco junto com o elenco.

A peça é fruto do laboratório CriaDasOprimidas, um espaço de criação artística que visa garantir a efetividade do processo estético, a excelência dos produtos artísticos e a coadunação de ambos como estratégia de formação das mais de 30 artistas ligadas ao CTO. A realização da temporada é por meio do edital Retomada Cultural 2, da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ) em parceria com o projeto Teatro das Oprimidas do CTO, que tem patrocínio da Petrobras e da SECEC-RJ, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

O elenco é formado por Alessandro Conceição, Beatriz Mendes, Dominick Retinta, Gabriel Horsth, Maiara Carvalho, Manu Marinho, Manu Rosa, Marcelo Dantas, Naticlau, Nlaisa Luciano e Raquel Dias.

SERVIÇO:

Temporada da peça de Teatro-Fórum Gêneres

Quando: 13 a 15 de outubro

Horário: 18h

Local: CTO - Av. Mem de Sá, 31 – Lapa

Grátis


Quando: 21 de outubro

Horário: 19h

Local: Teatro Noel Rosa - UERJ, Campus Francisco Negrão de Lima - Pavilhão João Lyra Filho - Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã

Grátis


Quando: 22 e 29 de outubro

Horário: 18h

Local: CTO - Av. Mem de Sá, 31 - Lapa

Grátis

SOBRE BÁRBARA SANTOS

Bárbara Santos é a primeira mulher negra a teorizar sobre o Teatro do Oprimido. Ela é socióloga e já atuou como professora na Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro durante quinze anos. Trabalhou por duas décadas com Augusto Boal como coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido, possui 29 anos de experiência ininterrupta com o método, no Brasil e em 40 países nos cinco continentes. Bárbara é diretora artística de KURINGA, em Berlim, do grupo Madalena-Berlin e de TOgether International Theatre Company. Integra a ITI Alemanha (International Theatre Institute of UNESCO) desde 2014. No Rio de Janeiro, é diretora artística do Coletivo Madalena Anastácia e colaboradora artística do Grupo Cor do Brasil. Criadora e difusora do Teatro das Oprimidas, é diretora artística da Rede Ma(g)dalena Internacional, composta por inúmeros grupos de artivistas feministas de diversas partes do mundo, bem como escritora dos livros Teatro do Oprimido - Raízes e Asas: uma teoria da práxis, Percursos Estéticos: imagem, som, ritmo, palavra – abordagens originais sobre Teatro do Oprimido e o mais recente Teatro das Oprimidas: Estéticas feministas para poéticas políticas.

SOBRE O TEATRO DAS OPRIMIDAS

O projeto Teatro das Oprimidas tem como objetivo geral fortalecer os Grupos Teatrais Populares de TO (Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas), ampliando seus raios de atuação, realizando oficinas de TO para estimular multiplicadoras/res e cenas que mobilizem alternativas transformadoras para a juventude, em espaços populares e institucionais com a metodologia da Estética, do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas. As ações serão distribuídas em municípios da Região Metropolitana, como Duque de Caxias, em comunidades e bairros no entorno da REDUC (Refinaria Duque de Caxias); São Gonçalo e Itaboraí, cidades situadas na área da COMPERJ (Complexo Petroquímico do RJ) e que também fazem parte da APA (Área de Proteção Ambiental de Guapimirim); Niterói; Nova Iguaçu; 6º Maricá; e também no interior do estado, na cidade de Macaé (Região da Bacia de Campos); além do município onde localiza-se a sede do CTO, o Rio de Janeiro.

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO

Centro de pesquisa e difusão que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido em Laboratórios e Seminários de Dramaturgia, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. O CTO foi dirigido por Augusto Boal ao longo de seus últimos 23 anos de vida e, hoje, sua equipe dá prosseguimento ao trabalho. A filosofia e as ações da instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas como meio da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam a transformação da realidade a partir do diálogo e de meios estéticos.

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