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Decisão de organizadores da Parada LGBT de Nova York causa crise e fala de boicote

A Heritage of Pride (HOP), organizadora do evento, decidiu banir a presença de policiais até 2025. Houve uma tentativa de cancelamento da decisão e agora há fala de boicote



Ao contrário do que ocorre no Brasil, nos Estados Unidos os policiais da comunidade LGBT são liberados para participarem da Parada do Orgulho LGBT com suas fardas. E eles fazem dessa participação um motivo do verdadeiro orgulho, de combater não apenas a violência das ruas, mas também lutar contra o preconceito. E a decisão da Heritage of Pride (HOP), organizadora de Parada de Nova York, de banir os policiais até 2025, foi encarado como uma declaração de preconceito daqueles que deveriam lutar contra ele.


A Gay Officers Action League (GOAL), criada por Charles H Cochrane Jr, primeiro oficial da Polícia de Nova York a se declarar gay, quando testemunhou em nome de um projeto de lei municipal contra a discriminação, foi rápida na resposta. Pediu uma reunião com a organização do evento para discutir as questões que levaram ao banimento e tentar achar um caminho de consenso.


No dia 20 houve uma reunião dos membros da HOP, que decidiram pelo cancelamento da decisão e a volta dos policiais à Parada, mas a decisão não foi aceita pela diretoria. Houve protestos e promessas de que integrantes da diretoria de deixar o cargo, caso a decisão não fosse revista. Até agora, entretanto, nada foi divulgado. Outros integrantes prometeram boicotar o evento, que esse ano será sem público, mas televisionada e contará com a participação de ativistas nas alas que compõem a Parada do Orgulho LGBT de Nova York.

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