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Destaques LGBTQIA+ recebem prêmio Cidadania Respeito e Direito à Diversidade da Alerj

Por conta da pandemia, o evento será em forma virtual e acontecerá na próxima segunda-feira (26/6), quando se comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBT



Por Elen Genuncio


Para conscientizar e reforçar a importância do respeito à diversidade e da promoção de equidade social e profissional de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais e assexuais, a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB) homenageará, seis ativistas do movimento com a entrega do prêmio Cidadania Respeito e Direito à Diversidade. Em formato virtual, o evento acontecerá a partir das 10 horas da próxima segunda-feira (28/06), data em que é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBT. A solenidade poderá ser acompanhada pelo <www.facebook.com/DeputadaEnfermeiraRejane>.


O prêmio foi entregue pela primeira vez em 2019, depois de uma longa batalha por sua aprovação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), devido à resistência de alguns parlamentares, nada surpreendente para um grupo que enfrenta diariamente a barreira do preconceito.


'Resistência que faz parte do dia a dia da população LGBTQIA+, resistência às agressões, violências verbais e físicas. As pessoas querem respeito, inclusive e principalmente dos legisladores que devem prezar pela pluralidade em uma Casa democrática', diz a deputada Rejane.


A data é referência à Rebelião de Stonewall, quando ocorreram diversas manifestações de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York (EUA) nas primeiras horas da manhã de 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, no bairro de Greenwich Village, em Manhattan.


No ano passado, devido à pandemia de Covid-19, não houve edição do prêmio. De acordo com a deputada, os homenageados de 2021 representam todos aqueles que com força, garra e muita determinação combatem o preconceito de gênero, defendem a diversidade de todas as orientações sexuais, lutam pela visibilidade, por oportunidades no mercado de trabalho, por inserção social e prezam pelo diálogo.



Os Homenageados


Sharlene Rosa - mulher trans, precursora do ativismo LGBTI+ há 30 anos em Duque de Caxias, na Baixada fluminense. Fundadora do Grupo Pluralidade e Diversidade - GPD, organização responsável por diversas ações em prol da comunidade LGBTI+. Ajudou na construção do programa “Rio Sem Homofobia”, atual “Rio Sem LGBTIFOBIA”. É coordenara do Centro de Cidadania Baixada, desde 2011, onde atende com orientação jurídica, psicológica e serviço social à população LGBTI+ de vários municípios da Baixada Fluminense e de Petrópolis, Região Serrana. Reconhecida por sua atuação, Sharlene tem seu reconhecimento em todo estado do Rio. Foi locutora da FM O Dia e a criadora da terceira maior parada LGBTI+ do Brasil.


Gisela Carvalho - lésbica, feminista, terapeuta ocupacional, é criadora do “Resiliência - Espaço Cultural e Atelier”, na Vila da Penha, zona norte do Rio. O espaço leva esse nome, devido a sua trajetória como mulher negra, lésbica e vítima do assédio que a levou ao desemprego. Por sofrer de gonartrose bilateral (tipo de artrose nos dois joelhos), não conseguiu mais retornar ao mercado de trabalho, e assim nasceu o “Resiliência”, um lugar para mulheres. Ao longo do tempo, Gisela fez do espaço um local de acolhimento, afeto e segurança para o universo lésbico, além de oferecer palestras, cultura e arte. Apesar das complicações de saúde, nunca deixou de lutar pelas causas lésbicas feministas.


Diana Rodrigues - mulher trans periférica, professora de inglês e literatura, Diana abriu discussões sobre a transexualidade na área de literatura em seus espaços de atuação. Costuma manter seus debates no âmbito acadêmico, que inclui as narrativas trans e o *pajubá: dialeto da linguagem popular, proveniente de línguas africanas ocidentais, usado na comunidade LGBT, sinônimo de resistência.


Pedro Fernandes - deficiente físico (cadeirante), formado em Marketing, ator e estudante de Serviço Social. Morador de Petrópolis, Pedro tem um duplo desafio: ser uma pessoa com deficiência e gay. Ele nasceu prematuro aos cinco meses e a falta de oxigenação no cérebro durante o parto lhe causou a paralisia. Ele é palestrante sobre diversidade e sexualidade de pessoa com deficiência. Formado em Artes Dramáticas, Pedro, além de ator, dirige e produz peças teatrais.


Adriane das Neves - lésbica, preta, de matriz africana, é doutora em Saúde Coletiva, enfermeira, professora, especialização em Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos, coordenadora da Unegro Diversidade, em Duque de Caxias; coordenadora da Aliança Nacional LGBTI+, também no município de Caxias. Adriane é estudiosa e referência em saúde sexual e reprodutiva de mulheres lésbicas.


Neno Ferreira - presidente da Organização não Governamental de Direitos Humanos AGNIM, fundada em 1988 em Nova Iguaçu. Um dos ativistas mais antigos da Baixada Fluminense, premiado com a “Medalha da Confraria Brasileira de Cultura”, entidade acadêmica signatária do pacto global da ONU, pelos serviços de cultura e ao destaque às causas sociais. Idealizador das paradas LGBT de Nova Iguaçu e Mesquita, essa última considerada a que mais conta com a participação de famílias não LGBT.

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