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Edição de novembro do HQ Superman trará revelação de bissexualidade do herói

O autor da história, Tom Taylor, disse que as reações estão sendo, em sua maioria, positivas e muitas pessoas afirmam que agora estão se reconhecendo no personagem



O novo Superman, Joe Kent, filho de Clark Kent com Lois Lane, assumirá sua bissexualidade na próxima edição número cinco do HQ 'Superman: Filho de Kal El', que estará nas bancas no dia 09 de Novembro. Na história, o super herói dá um beijo no repórter Jay Nakamura.


Em entrevista à Reuters na cidade de Melbourne, na Austrália, usando uma camiseta com as cores do arco-íris, Taylor explicou que o novo personagem precisava acompanhar as transformações da sociedade.


"Quando me ofereceram o trabalho, eu pensei ‘Bem, se vamos ter um novo Superman para o universo da DC, me parece uma oportunidade perdida ter um outro salvador branco e hétero", afirmou.

'Destruir a Masculinidade'


O deputado federal Eduardo Bolsonaro postou em suas redes sociais na última terça-feira (12/10), Dia das Crianças, seu repúdio à associação de personagens de HQs com temas da diversidade. Segundo ele, a proposta das empresas não é democratizar os super heróis ou tornar o mundo mais tolerante, mas destruir a masculinidade dos mais tolerantes 'para dominar estes cordeiros e instigar o ódio dos resistentes para poder acusá-los de homofóbicos e depois a esquerda se dizer protetora dos gays'


A cientista política Ana Carolina Milani rebate o deputado. Para ela, as revistas não são o espaço mais adequado para esse tipo de discussão, que deve ser desenvolvido nas famílias e na escola, mas podem servir para ajudar a combater o preconceito e a discriminação. O mundo mudou e, garantiu, é importante que as pessoas acompanhem essa evolução.


'Colocar um dos super heróis mais famosos do mundo como um membro da comunidade LGBTQIA+ é introduzir, ainda que não de maneira totalmente adequada, a discussão da sexualidade para diversos públicos, desde os mais jovens até para os adultos que ainda recusam essa realidade. A discussão sobre gênero e sexualidade, de forma ideal, deve ser feita dentro de casa, nas escolas e outros lugares onde existam pessoas de confiança e profissionais no assunto a fim de que todas as dúvidas e preconceitos sejam sanados e arrancados pela raiz. Mas a iniciativa da DC Comics e de outras produtoras também é fundamental para aqueles que não têm uma rede educacional e/ou de apoio', concluiu a cientista.
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