• Elen Genuncio

Em tempos de pandemia, faça do limão uma limonada

Se você precisa se isolar por causa da variante ômicron, que tal aproveitar para assistir filmes LGBTQ+?



O ano de 2022 começou com um fluxo maior de casos de Covid-19, tudo por conta da variante ômicron, que é mais contagiosa. No entanto, as pessoas que já receberam as três doses da vacina têm menos probabilidade de serem hospitalizadas, porque apresentam sintomas mais leves. A orientação do Ministério da Saúde é de que o infectado permaneça sete dias isolados. Então, que tal aproveitar o momento para se aconchegar no sofá e relaxar com um mini festival de filmes LGBT? Aqui estão alguns filmes para fazer companhia enquanto você se isola.


Secreto e Proibido (Netflix)



O documentário Secreto e Proibido, produzido por Ryan Murphy, relata a jornada verídica de duas mulheres. Em 1947, Pat Henschel e a jogadora profissional de beisebol Terry Donahue contrariam todas as regras da sociedade e se apaixonam, decidindo viver esse amor secretamente. Em uma época que lésbicas eram atacadas nas ruas, demitidas ou tinham suas vidas tiradas, Pat e Terry relatam sua história e como conseguiram fazê-la durar por 65 anos mesmo com tantos desafios.


Hairspray (Amazon Prime)



Refilmagem do musical de 1988, dirigido por John Waters, a história, apesar de se passar nos anos 1960, trata de temas bem atuais, tendo o racismo e a hiper valorização da estética ‘perfeita’. Típica adolescente americana, Tracy Turnblad é fascinada pelo Corny Collins Show, um programa de dança na televisão, e acredita que um dia poderá fazer par com o galã Link Larkin. Sua mãe, interpretada por John Travolta, porém, prefere colocar seus pés no chão para que ela entenda que, por estar acima do peso, o melhor a fazer é viver uma vida discreta sem muitos sonhos e exibições.



A Malvada / All About Eve (Amazon Prime)



Escrito e dirigido por Joseph L. Mankiewicz e produzido por Darryl F. Zanuck, é baseado no conto de 1946 ‘The Wisdom of Eve’ de Mary Orr. Com Bette Davis interpretando Margo Channing, uma estrela da Broadway altamente conceituada, mas envelhecida, e Anne Baxter como Eve Harrington, uma jovem fã ambiciosa que se infiltra na vida de Channing, ameaçando a sua carreira e seus relacionamentos pessoais, é considerado um dos grandes filmes gays de todos os tempos, mesmo não sendo um filme gay na definição mais estrita do termo. Aclamado pela crítica na época de seu lançamento, All About Eve recebeu um recorde de 14 indicações ao Oscar e ganhou seis, incluindo Melhor Filme.


Orange is The New Black (Netflix)



Premiada série da Netflix, Orange is The New Black foi encerrada após sete temporadas. Na trama, Piper Chapman (Taylor Schilling) é uma mulher por volta de seus 30 anos que é sentenciada a 15 meses de prisão após ter cometido crimes para sua ex-namorada, a traficante Alex (Laura Prepon), que não vê há mais de uma década. Piper troca a sua vida confortável de Nova York, com o noivo Larry (Jason Biggs), pelo macacão laranja, e cumpre sua sentença na Penitenciária Feminina de Litchfield. Para sobreviver, ela precisa aprender a conviver com as outras detentas, como Red (Kate Mulgrew), Nicky (Natasha Lyonne), Taystee (Danielle Brooks) e Crazy Eyes (Uzo Aduba). O que Piper não espera é encontrar a ex cumprindo pena no mesmo lugar.


Girl (Netflix)



Inspirado na vida real de uma pessoa transexual, conta a história de Lara, uma garota transgênero de 15 anos, estuda numa prestigiosa academia de dança da Bélgica. O rigor para o treinamento como bailarina tornam-se mais complicados assim que deseja realizar uma cirurgia de redesignação sexual. Escrito por Dhont e Angelo Tijssens, foi exibido na mostra paralela Un certain regard no Festival de Cannes 2018, onde foi premiado com o Caméra d'Or, bem como pelo Queer Palm. No Cannes, Victor Polster venceu a categoria de Melhor Performance no júri da mostra Un certain regard.


Revelação



Uma produção necessária e urgente, o documentário do cineasta Sam Feder oferece um novo olhar sobre a representatividade transgênera nos filmes, na televisão, seu impacto na vida americana, através de depoimentos de nomes influentes da arte e do pensamento transgêneros, que analisam o impacto de Hollywood na comunidade trans.


Elisa y Marcela



Baseado na história do primeiro casamento gay ocorrido na Espanha, o filme, em preto e branco, fala da paixão de Elisa Sánchez Loriga e Marcela Gracia Ibeas que começou na escola. Para se casar, em 1910, driblam as regras. Elisa forja documentos de um primo falecido, se disfarça como um homem chamado Mario, cortando o cabelo, usando um terno e desenhando um bigode, oficializa a união na Igreja de San Jorge, na região de Coruña, na Galícia.


A Morte e Vida de Marsha P. Johnson (Netflix)



Lançado no Tribeca Film Festival, é um documentário sobre o legado político deixado por ela, a estrela da TV americana e lendária figura do gueto gay de Nova York, conhecida por muitos como a ‘Rosa Parks do mundo LGBT’. Ao lado de Sylvia Rivera, Marsha foi a responsável por fundar a Transvestites Action Revolutionaries, um grupo de ativistas trans do país.


Meu Nome é Ray (Netflix)



O adolescente Ray nasceu mulher, mas nunca se identificou assim. Então, ele se prepara para fazer uma cirurgia de transição de gênero. A mãe de Ray, Maggie, tenta encarar a questão da melhor forma e busca o pai biológico do garoto para pedir seu consenso legal. Ao mesmo tempo, a avó homossexual de Ray não quer aceitar a mudança, por acreditar que Ray está se precipitando, criando um conflito familiar.


Grace and Frankie (Netflix)



Com previsão de estreia da 7ª temporada para o próximo dia 18 de janeiro, esta série de drama cômico conta a história de Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) que no passado foram amigas e hoje não suportam olhar uma para a cara da outra. Tudo muda quando são surpreendidas com a revelação de que seus respectivos maridos - Robert (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterston) - estão apaixonados um pelo outro, e planejam se casar, virando suas vidas de cabeça para baixo.

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