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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Estudo explora disparidades entre orientações sexuais femininas e garante: 86% das mulheres lésbicas têm mais probabilidade de orgasmo

Atualizado: há 2 dias

Pesquisa revela também que mulheres que praticam sexo heterossexual têm 65% de chance de chegar ao clímax e que homens héteros figuram no topo dessa lista, com 95%.



Um estudo recente publicado no periódico Social Psychological and Personality Science trouxe à tona a chamada 'lacuna orgásmica', que revela diferenças significativas na probabilidade de orgasmo entre mulheres com diferentes orientações sexuais. De acordo com a pesquisa, mulheres lésbicas têm 86% de chances de chegar ao clímax enquanto aquelas que praticam sexo heterossexual, 65%. Ainda segundo o levantamento,  homens héteros figuram no topo da lista, com 95%.


A pesquisa, liderada pela pesquisadora de psicologia social Grace Wetzel, da Universidade de Rutgers, investigou como os chamados "scripts sexuais" - formas aprendidas socialmente de se comportar no sexo - variam de acordo com o gênero do parceiro e seu impacto na satisfação sexual feminina.


A partir de questionários detalhados preenchidos por 476 mulheres sexualmente ativas, divididas entre heterossexuais e lésbicas, os pesquisadores concluíram que não há diferenças significativas na importância dada ao orgasmo entre os grupos. No entanto, as disparidades na satisfação sexual foram marcantes. Mulheres lésbicas relataram maior frequência de estímulo clitoriano em seus encontros sexuais, o que pode explicar em parte a maior ocorrência de orgasmos.


Além disso, um experimento com 481 mulheres bissexuais revelou que a expectativa de um orgasmo é influenciada pelo gênero do parceiro imaginado. Aquelas que imaginaram encontros com mulheres demonstraram uma expectativa muito maior de receber estímulo do clitóris, e, consequentemente, uma maior tendência a esperar um orgasmo como resultado.


Kate Dieckmann, autora principal do estudo, ressalta que os resultados têm implicações significativas na vida sexual dos casais. Ela enfatiza a importância de criar um ambiente que favoreça a busca do orgasmo, principalmente através da estimulação do clitóris. Wetzel acrescenta que os resultados não devem ser interpretados como uma indicação de que homens são "amantes ruins", mas sim como a necessidade de mudar os 'scripts sexuais' em torno do prazer feminino, especialmente no contexto do sexo heterossexual.


'O problema aqui é que a narrativa dominante associada ao sexo heterossexual não inclui estímulo clitoriano suficiente ou o foco no prazer da mulher. Se as mulheres, ou os homens que se relacionam com elas, querem melhorar seu próprio orgasmo ou de parceiros, precisam criar um ambiente que favoreça a busca dele por meio de vários meios sexuais, sobretudo os que envolvam estimulação do clitóris', contextualizou Dieckmann.

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