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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Estudo revela impacto do assédio no ambiente de trabalho e iniciativa inovadora para Combate

Pesquisa inédita evidencia discriminação e assédio contra profissionais LGBTI+, enquanto ferramenta online oferece às empresas um diagnóstico e soluções para erradicar o assédio no ambiente corporativo.



O assédio sexual, embora tipificado como crime no Direito Penal, continua a ser uma triste realidade nos âmbitos civil, trabalhista e administrativo, resultando em sanções disciplinares e financeiras, independentemente das penalidades criminais. O constrangimento intencional de alguém, visando obter vantagem ou favorecimento sexual, persiste tanto nas relações hierárquicas quanto entre colegas de trabalho, gerando um ambiente vexatório para vítimas, independentemente de sua orientação sexual.


Um estudo inédito, abrangendo empresas de todos os estados do Brasil e diversos setores econômicos, revela dados alarmantes: 65% dos profissionais LGBTI+ já enfrentaram discriminação no ambiente de trabalho, enquanto 28% foram vítimas de assédio. O cenário é ainda mais grave para pessoas trans (86%) e bissexuais (72%). Para combater essa cultura prejudicial, a Think Eva, em parceria com a SafeSpace, lançou a 'Matriz Trabalho Sem Assédio', uma ferramenta online gratuita para que empresas identifiquem e resolvam casos de assédio internamente (https://page.safe.space/matriz-trabalho-sem-assedio).


A pesquisa 'O Ciclo do Assédio Sexual no Ambiente de Trabalho', realizada pela Think Eva em colaboração com o LinkedIn, destaca que quase metade das mulheres entrevistadas já sofreu algum episódio de violência no trabalho. As denúncias dobraram em 2023, conforme dados do Ministério Público do Trabalho, totalizando 7.627 casos registrados de janeiro a julho.


A iniciativa conjunta da Think Eva, SafeSpace, Instituto Avon e Coalizão Empresarial pelo fim da violência contra mulheres e meninas resultou na 'Matriz Trabalho Sem Assédio'. A ferramenta proporciona às empresas um teste online abrangente, permitindo avaliar seu estágio de consciência e atitudes no combate ao assédio, identificando pontos fortes e necessidades de ajuste às legislações.


Nana Lima, cofundadora da Think Eva e da ONG Think Olga, enfatiza que o assédio não é apenas uma questão de compliance, mas também de desenvolvimento de negócios. Rafaela Frankenthal, CEO da SafeSpace, destaca a importância de uma gestão interna eficaz para lidar com casos de assédio, evitando impactos negativos graves.


A ferramenta, apoiada pelo Instituto Avon, abrange aspectos como políticas contra assédio, disponibilidade de canais de denúncias e treinamento de lideranças. Após o preenchimento, as empresas recebem um diagnóstico com base em uma matriz exclusiva, indicando seu perfil de iniciante a inovador no combate ao assédio. Com isso, as empresas podem buscar soluções e colaborar com a Think Eva e SafeSpace para erradicar o assédio em suas equipes e culturas, garantindo ambientes de trabalho mais seguros, justos e acolhedores.


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