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Halterofilista Neozelandesa pode ser a primeira atleta trans nos Jogos Olímpicos

Laurel Hubbard, de 43 anos, tem índice para as Olimpíadas de Tóquio, mas seu país ainda não definiu os atletas que participarão da mais importante competição do mundo



A Nova Zelândia pode fazer história nos Jogos Olímpicos de Tóquio ao inscrever a primeira atleta transexual da competição. A halterofilista Laurel Hubbard, de 43 anos, já conseguiu os índices para as Olimpíadas e enquadra-se na categoria feminina, segundo as normas do Comitê Olímpico Internacional (COI).


Ela é elegível para os Jogos Olímpicos desde 2015, quando o COI emitiu novas diretrizes permitindo a qualquer atleta transgênero a competir como mulher, desde que seus níveis de testosterona estejam abaixo de 10 nanomoles por litro por pelo menos 12 meses antes de sua primeira competição.


A questão, entretanto, pode gerar controvérsias. Nos Jogos da Commonwealth, na Gold Coast, na Austrália, em 2018, os australianos tentaram barrar a participação da halterofilista, mas os organizadores rejeitaram a medida.


A Nova Zelândia ainda não selecionou os atletas que irão participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio e há informações de que Laurel Hubbard se classificaria automaticamente na categoria superpesada de levantamento de peso (acima de 87kg). Isso porque o Comitê Olímpico Internacional, por conta da pandemia de Covid-19, aprovou emendas que aceleram as classificações, uma vez que muitas competições classificatórias tiveram de ser canceladas.

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