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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Inteligência do Futuro é o Conflito e o que a Diversidade tem a ver com isto?

Artigo do fundador da CPC, empresa focada em negócios digitais, Carlos Piazza escreveu com exclusividade para o PIMENTA ROSA um artigo sobre diversidade e o futuro


Muita calma na hora de entender o que é conflito e o que é confronto. Duas palavras que sempre são confundidas e normalmente pessoas se assustam com o termo, principalmente tendo como pano de fundo uma educação de base que estabelece uma contenção em ambas.


As duas palavras correspondem a algo ruim, desnecessário, perigoso até, porque pode trazer disparidades e dissonâncias nefastas até para as questões de personalidades, porque pessoas muito contestadoras são sempre muito indesejadas.


O mundo digital traz a todos nós a necessidade de compreensão de um mundo em que se deve permanentemente mudar para permanecer na base de navegação.


Em um mundo exponencial, extremamente acelerado e dessincronizado, sabe-se que o passado está muito amalgamado no dia a dia das pessoas, portanto, muito cristalizado no presente delas.


Os olhares vêm do conceito de legado passado para a concretização do presente em uma visão de muito curto prazo e isto esgota a visão de um mundo onde se deve olhar para futuros plurais, alternativos, como novas visões de como se pode regenerar o que o colapso nos trouxe.


Em ambientes com profundas mutações, em cenários de imprevisibilidade total, há de se antecipar os futuros, para melhorar as respostas às questões de perenidade da própria vida humana que certamente sucumbe ao tempo, cuja percepção é a de que ele nos engole, em uma visão de esgotamento total que nos aspira e nos joga aos grandes problemas de saúde mental que assola todos no mundo, principalmente com relação ao colapso que a humanidade passou recentemente.


Este colapso nos jogou em uma pandemia, a 9ª pandemia do mundo, do tempo da escrita e do tempo dos registros históricos, que matou no mundo perto de 7 milhões de pessoas e apresentou uma era absolutamente imprevisível da desaceleração do tempo através de um mundo que ficou recluso por dois anos.


Obviamente, este congelamento muda hábitos e atitudes e claro que também promove um novo olhar sobre as questões do mundo, do viver, do trabalhar e do aprender que passa a ser uma coisa só. Indivisível.


Não obstante à própria pandemia de Covid-19, houve ato contínuo, uma invasão por parte da Rússia sobre um país democrático, indiscriminada, ferindo os preceitos de leis internacional e um cenário de violações de dispositivos de paz internacional.


Todos acompanham a guerra e todos percebem na pele a grande mudança que o mundo passa com as questões da dessincronização e da ressonância estabelecida, por que não dizer no profundo descompasso acompanhado de tudo isto.


Projetar um novo mundo não é tarefa fácil, uma vez que em um mundo sucumbido no passado, com um presente em colapso e um futuro que não nos oferece uma visão clara do que deveremos ainda estabelecer para se buscar uma regeneração possível, que traga alguma visão de humanidade em regresso.


Como todos sabem, o futuro não é um lugar onde deveríamos nos dirigir, pelo contrário, o futuro é algo a ser construído, lapidado, desenhado, projetado, mas um mundo de disparidades, que afeta a todos igualmente, independentemente de culturas, localidade no mundo.


Este padrão é transversal a religiões, convicções, realidades e onde todos percebem que o colapso está muito próximo dado o padrão atual de saúde mental, e para isto é necessário até se ter coragem para ver um mundo novo, com oportunidades novas, um redesenho da própria humanidade, considerando o que faz sentido e a enorme quantidade de coisas que já não tem sentido nenhum.


A forma com que se desenha um novo mundo, é tarefa de todos, uma vez que não se pode construir um mundo novo, regenerado, a partir de apenas uma visão, sabendo-se que o mundo será vivido por todos que no mundo habita.


A partir disto, a diversidade tem uma responsabilidade que vai muito além da própria questão de justiça social, que se amplia às questões de que, onde existe colapso e a necessidade de uma reconstrução de um mundo onde todos são responsáveis por todos, nasce a necessidade do conflito.


Conflito na ideia, confronto na pessoa. As questões de justiça social há muito tempo já deveriam estar resolvidas e as empresas parecem que no trabalho ainda estão muito presas ao processo fordista de produção, que necessitava força bruta no puxar dos motores pelas correntes, mas hoje estamos em um mundo digital, que pauta a era da informação.


Claro que as necessidades mudam, a forma de produção muda, a convergência digital e a 5ª revolução industrial muda o cenário para uma convergência homem/máquina, onde se coloca humanos para fazer perguntas, máquinas para respondê-las, humanos para criar, cocriar, máquinas para simular, mas nunca mais confundindo humanos com máquinas ruins.


O desenho de um futuro preferível é fruto de cocriação entre todos e se, o futuro é um lugar a ser habitado por todos e a sobrevivência das empresas depende desta visão, é claro que a diversidade latu senso deveria trazer os insumos necessários para um mundo a ser vivido por todos, de todas as expressões deste nosso caleidoscópio de vivências.


Todos os públicos são requeridos indiscriminadamente, mais ainda os que exprimem a necessidade de uma exposição no processo de igualdade social e que devem exprimir suas questões, necessidades, independente de suas opções sobre como participam desta sociedade.


Em um processo de avanço para um futuro desejado, não cabe mais nas empresas segregação de qualquer tipo, porque o mundo industrial simplesmente acabou, o mundo digital, da informação, olha somente a inteligência e isto nada tem a ver com gênero, muito menos com idade e muito menos ainda sobre as questões ligadas a todo público LGBTQIA+ que, como qualquer outro habitante no planeta, é responsável também pela sua participação em um território onde imaginamos que as siglas perdem seu efeito para nominar tão simplesmente as pessoas como gente.


Utopia? Realidade provocativa, ou será que não somos todos gente? Se o mundo é de gente para gente, então o futuro é ser tão simplesmente gente, independente de como se participa neste mundo.


Sobre Carlos Piazza


Professor de pós-graduação e MBAs, além de palestrante Key Note nacional e internacional, Carlos Piazza é fundador da CPC, empresa focada em negócios digitais, disrupção, aceleração digital e seus impactos na sociedade, 4IR, 5IR, Sociedade 5.0, gestão da inovação, tecnologias disruptivas e suas contribuições, Life 3.0; Embaixador do Teach the Future no Brasil, ele é um dos principais conselheiros de administração para inovação e disrupção.

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