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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Itaú Cultural Play disponibiliza série documental Cinema Diversidade no mês do Orgulho LGBTQIAPN+

Composta por 10 episódios, a série de Lufe Steffen, monta um mosaico sobre o atual cinema brasileiro voltado para a temática. A série apresenta entrevistas com cineastas de diversas regiões do país, que comentam suas obras. Trechos de filmes servem

de ilustração para os discursos de cada realizador.


Encerrando o mês do Orgulho LGBTQIAPN+, neste sábado (30 de junho), a Itaú Cultural Play disponibiliza a série documental Cinema Diversidade, dirigida por Lufe Steffen, em 2017, e dividida em 10 episódios. A programação também encerra as comemorações de aniversário de dois anos da plataforma, completados no Dia do Cinema Brasileirol, 19 de junho. O acesso é gratuito e pode ser feito via site www.itauculturalplay.com.br e dispositivos móveis Android e IOS.


Muitas vezes deixada de lado nas historiografias, a produção LGBTQIAPN+ brasileira tornou-se cada vez mais fecunda ao longo dos anos. Assim, a série joga luz em filmes e personalidades que construíram essa narrativa, dando voz a pesquisadores, críticos e aos realizadores, que têm a oportunidade de analisar suas próprias criações. A representatividade e a diversidade se ampliam atrás e à frente das câmeras, consolidando seus espaços entre o público, a crítica e os festivais.


A série

Todos os episódios de Cinema Diversidade entram no ar no mesmo dia, mas cada um aborda uma temática diferente. O primeiro, intitulado Documentários Históricos, apresenta diversas obras contemporâneas sobre a história da cultura LGBTQIAPN+ do país nos últimos 50 anos. Dzi Croquetes e Meu amigo Claudia são exemplos de filmes que abriram caminho para que outros, como Lampião da esquina, Yorimatã e São Paulo em Hi-Fi, pudessem contribuir para a preservação da memória deste movimento.


No segundo episódio, Juventude gay, o foco é a descoberta da sexualidade e o amadurecimento da juventude para a vida adulta. Daniel Ribeiro, autor de Hoje eu quero voltar sozinho – sobre um adolescente cego que se descobre apaixonado pelo colega de escola –, diretores e pesquisadores, relembram filmes, como Café com leite, Beira-mar e Suspeito.


A transexualidade e suas ramificações estão em Desconstruindo gêneros, episódio 3. Por meio de filmes protagonizados por travestis, transexuais, transgêneros, transformistas, drag queens, cross-dressers e simpatizantes, cineastas, roteiristas, atores e atrizes comentam sobre suas carreiras e a quebra de gênero. Algumas das obras que ilustram os discursos são: Divinas divas, de Leandra Leal, Vestido de Laerte, de Pedro Filipe Marques e Claudia Priscilla, Os sapatos de Aristeu, de René Guerra, Cidade Queer, de Danila Bustamante, e Pinta, de Jorge Alencar.


Reflexões sobre a homossexualidade feminina no cinema nacional, a partir de documentários protagonizados por personagens lésbicas, são o teor do quarto episódio: Universo Feminino. Diretoras mulheres, como Malu de Martino, do filme Como esquecer, e Mônica Palazzo, de Páginas de menina, e diretores homens, como Rafael Lessa, de Jiboia, e Ricky Mastro, dos documentários Felizes para sempre e Cinco minutos, falam sobre suas obras.


Pernambuco é referência tanto na produção audiovisual brasileira, de uma forma geral, quanto na produção de cinema LGBTQIAPN+, liderada pelo reconhecido longa-metragem Tatuagem, de Hilton Lacerda. Com isso, há um capítulo inteiro dedicado ao estado, Ousadia Pernambucana, o quinto da série. Nele, Lacerda, Tuca Siqueira, Sosha e o coletivo Surto & Deslumbramento falam sobre ser homossexual na cidade, o trabalho com protagonistas também homossexuais e as formas de enfrentamento ao machismo.


Fortaleza (CE) também é uma cidade que ganha cada vez mais espaço e reconhecimento de público, crítica e festivais, por conta se sua ampla produção audiovisual, temáticas, protagonistas e equipes LGBTQIAPN+. Em A Cena de Fortaleza, episódio cinco, Allan Deberton, Guto Parente, Uirá dos Reis, Fabinho Vieira, Mozart Freire, Daniel Filipe, Renata Monte e Juliano Medeiros opinam sobre curtas e longas-metragens de diferentes épocas e gêneros cinematográficos, como Doce amianto e Janaína overdrive.


O episódio seguinte, Cidade Maaaravilhosa!, traz exemplos de obras cariocas, revelando que o Rio de Janeiro tem cineastas que trilham a comédia escrachada de costumes, enquanto outros buscam o realismo em documentários. São debatidos pontos de vista diferentes e complementares a partir de filmes como Gaydar, Favela gay e Vida de rainha.


O erótico, o sensual, a sexualidade e o desejo também têm seu lugar entre as obras LGBTQIAPN+. Filmes que ousam avançar certos limites, borrando as fronteiras entre erotismo e pornografia são as questões desenvolvidas em Sensualizando: Erotismo e Desejo, oitavo capítulo de Cinema Diversidade. Hilton Lacerda, Gustavo Vinagre, Marcelo Caetano, Rui Calvo, André da Costa Pinto e Marcio Miranda Perez analisam suas estéticas, que rompem fronteiras enquanto agradam a alguns e chocam outros, nos filmes Corpo elétrico, Tatuagem e Filme para um poeta cego.


O episódio nove, intitulado Trash, OVINIs e bizarros, resgata diretores cujos trabalhos flertam indireta ou diretamente com o chamado cinema trash, popularizado pelo americano John Waters. Ivan Ribeiro, Eduardo Mattos, Lufe Steffen, Dácio Pinheiro, Sergio Silva e Matheus Rocha falam das suas referências, das provocações que criam com esta linguagem e comentam suas inspirações.


Fechando a série, Os Pioneiros, último capítulo, homenageia os decanos do cinema LGBTQIAPN+ nacional, como Adélia Sampaio, Djalma Limongi Batista, Rita Moreira, que desafiaram padrões entre os anos 1960 e 1980. Ousaram tocar na temática homossexual, de maneira inovadora, em plena ditadura militar. Pesquisadores e cineastas relembram as trajetórias destas grandes personalidades que abriram os caminhos com obras essenciais para uma sociedade cada vez mais plural.


FICHA TÉCNICA:

Roteiro e Direção: Lufe Steffen

Produção Executiva: Taís Nardi

Direção de Produção: Edu Lima

Direção de Fotografia e Câmera: Matheus Rocha

Edição: Renato Briano

Som Direto: Caio Bologna e Guilherme Chiappetta


Edição de Som e Mixagem: Confraria de Sons & Charutos

Assistente de Produção: Marcos de Souza

Produtor Local: Tiago Melo

Assistente de Fotografia: Heloisa Batistela

Designer e Trilha Original: Fotonovela


SERVIÇO:

Itaú Cultural Play – Aniversário de dois anos


Cinema Diversidade

(Série Documental_São Paulo_2017)

Dia 30 de junho

10 episódios

Duração: 26 min

Classificação indicativa: 16 anos (violência, sexo, drogas lícitas)


Itaú Cultural  

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