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Olímpiadas de Tóquio tem consagrado atletas LGBTQIA+ e anima comunidade

O britânico Tom Daley, ouro nos saltos ornamentais, e a skatista filipina Margielyn Didal, adotada pela torcida brasileira, são nomes que reforçam as falas da diversidade



'Sinto orgulho de dizer que sou gay e sou campeão olímpico', essa foi a declaração do nadador britânico Tom Daley, que conquistou a medalha de ouro nos saltos ornamentais, logo após a vitória. Para ele, é importante que todos saibam que podem ser campeões, na vida e em tudo o que desejar, desde que tenha foco.


'Sinto orgulho em dizer que sou um homem gay e também um campeão olímpico. Quando eu era mais jovem, nunca achei que alcançaria nada por causa de quem eu era. Ser campeão olímpico agora só mostra que você pode alcançar qualquer coisa', frisou Daley após a conquista.

Essa é uma competição histórica dos Jogos Olímpicos, com 163 atletas da comunidade LGBTQIA+, segundo o site Outsports.


Skatista sensação


Mesmo sem ganhar medalha, a skatista filipina Margielyn Didal foi uma das grandes sensações da competição. Aos 21 anos ela arrebatou o coração de apaixonados pelo esporte de vários países, inclusive dos brasileiros, por sua alegria e irreverência e por competir, mesmo machucada, sempre em alto astral.


Desde muito nova no esporte, Margielyn passou a competir para tentar dar uma vida melhor à família. Mesmo com o pai sendo contra, pois achava que não era coisa de menina. A mãe, ambulante e doméstica, deu a maior força e deixou que a filha parasse de ajudá-la na barraca e fosse ganhar o mundo com talento e alegria.


Para a skatista, um dos grandes presentes foi a companhia da companheira Joziel Manzanares, que compartilha com ela a vida há seis anos, na torcida no Japão.

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