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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Pesquisa da MSD Brasil avalia prevalência do HPV em pessoas transgênero

Estudo visa preencher lacuna de conhecimento e promover inclusão na saúde



A população transgênero tem, ao longo dos anos, batalhado por mais visibilidade e direitos em diversas áreas sociais, incluindo a saúde. No entanto, persiste uma notável carência de conhecimento científico relacionado às necessidades específicas e aos desafios enfrentados por esse grupo.


A MSD Brasil está à frente de uma pesquisa pioneira no país, cujo propósito é avaliar a prevalência e a distribuição dos diferentes tipos do papilomavírus humano (HPV) entre pessoas transgênero. Esta iniciativa desempenha um papel crucial na busca por uma compreensão mais aprofundada de questões médicas complexas, bem como na melhoria dos cuidados de saúde direcionados a esse grupo específico.


Dentro do contexto da população transgênero, a ausência de informações precisas e atualizadas pode resultar em disparidades na assistência médica e na prestação de cuidados de saúde. Isso, por sua vez, pode dificultar diagnósticos adequados e restringir o acesso a tratamentos modernos e eficazes.


Uma Escassez de Dados Cruciais

A escassez de dados sobre a prevalência de HPV na população transgênero é uma realidade preocupante, assim como a falta de informações abrangentes sobre sua saúde em geral. Portanto, os resultados deste estudo têm um propósito vital, que é abrir caminho para discussões que possibilitem a inclusão e o acesso à vacinação no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para esta população.


Estevam Baldon, gerente médico da MSD Brasil, enfatiza: 'Infelizmente, a população LGBTQIAPN+, principalmente a população transgênero, ainda é sub-representada em muitos estudos científicos, o que limita a generalização dos resultados e a aplicabilidade dos tratamentos. É crucial que mais pesquisas sejam realizadas com foco nessa comunidade, a fim de eliminar essa disparidade e garantir que as necessidades de saúde específicas de pessoas trans sejam devidamente atendidas.'


Empoderando a Comunidade Transgênero Através da Pesquisa

Outro ponto importante a ser destacado é o empoderamento da população transgênero por meio da pesquisa. Ao participarem de estudos científicos, os indivíduos têm a oportunidade de contribuir para o avanço da ciência e melhorar a compreensão de sua própria saúde. A inclusão de pessoas trans em pesquisas ajuda a desafiar estigmas e preconceitos, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária.


Detalhes da Pesquisa

A pesquisa avaliará indivíduos que se auto identificam como transgênero (um termo que abrange travestis, mulheres transgênero, homens transgênero, indivíduos de gênero diverso e indivíduos não-binários), maiores de 18 anos de idade, e que já tenham tido qualquer tipo de contato sexual. O período de recrutamento terá duração de 12 meses, com início previsto para outubro de 2023 e finalização em setembro de 2024, contando com a participação de 300 voluntários. Os resultados da pesquisa devem ser publicados no segundo semestre de 2025.


Um dos objetivos do estudo é gerar dados locais sobre a prevalência e distribuição dos tipos de HPV nessa população. "As informações reunidas na pesquisa podem ser utilizadas para discussões de políticas públicas em saúde, que podem facilitar o acesso da população trans à vacinação", explica Estevam. 'Além de contribuir para o desenvolvimento de recomendações preventivas, cuidados e educação contínua em saúde, garantindo a equidade de direitos a esses grupos minorizados e aumentando sua visibilidade perante a sociedade', completa.

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