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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Projeto Pajubá inicia segunda etapa com foco em fortalecimento de organizações LGBTQIA+

Iniciativa visa identificar necessidades regionais, formar lideranças e promover sustentabilidade de OSCs LGBTQIA+



O Projeto Pajubá, desenvolvido pela Abong (Organizações Brasileira de ONGs), Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos), deu início à segunda fase de suas atividades. O objetivo é fortalecer coletivos e organizações da sociedade civil (OSCs) que atuam na defesa e promoção dos direitos da população LGBTQIA+.


Realizado em parceria com a Luminate, o projeto consiste em uma série de iniciativas para identificar as necessidades regionais dessas organizações, promover a formação de lideranças, facilitar a captação de recursos e incentivar a sustentabilidade do trabalho desenvolvido por esses coletivos em todo o país. Atualmente, está em produção o planejamento para a realização de atendimentos jurídicos gratuitos para ONGs LGBTQIA+ de todo o Brasil, com conteúdos da Abong sendo adaptados às realidades específicas dessas organizações. A previsão é que esse serviço comece em junho.


No próximo semestre, o Projeto Pajubá também oferecerá serviços de consultoria para avaliação e acompanhamento financeiro e institucional das ONGs, com atendimento gratuito da ANTRA e ABGLT. Essas ações seguem a divulgação da pesquisa "Diagnóstico das Organizações LGBTQIA+ no Brasil", marco inicial do Projeto Pajubá, divulgada em um seminário realizado em São Paulo em 29 de maio.


Durante o seminário, Renan Quinalha, coordenador da pesquisa e professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destacou que a maioria das organizações LGBTQIA+ ainda depende de autofinanciamento e enfrenta dificuldades na captação de recursos e manutenção de suas atividades. Ele ressaltou a urgência na formação de novos quadros e renovação de lideranças para enfrentar os desafios atuais.


O evento contou também com a participação de Symmy Larrat, secretária nacional LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, que enfatizou a necessidade de combater o discurso de ódio. A segunda mesa de debates reuniu nomes como Carol Iara, Keila Simpson, Carlos Magno e Ravi Spreizner, que discutiram a importância de atender às demandas de saúde mental da população LGBTQIA+, destacando o alto índice de tentativas de suicídio devido ao preconceito e rejeição familiar.


O seminário foi encerrado com uma apresentação da cantora Majur, celebrando a união e resistência das organizações e movimentos sociais presentes.


SOBRE

Abong (Organizações Brasileira de ONGs): Fundada em 1991, é uma plataforma nacional que reúne organizações da sociedade civil na luta contra discriminação, desigualdades, e pela construção de modos sustentáveis de vida e a radicalização da democracia.


Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais): Fundada em 1992, articula 127 instituições em todo o Brasil, promovendo a cidadania de travestis e transexuais, garantindo acesso a serviços como saúde, educação e emprego, e desenvolvendo pesquisas sobre a realidade da população trans no Brasil.


ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos): Fundada em 1995, promove ações que garantem a cidadania e os direitos humanos de LGBTs, contribuindo para a construção de uma sociedade democrática livre de discriminação, coerção e violência por razões de orientação sexual e identidade de gênero.

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