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Soldado punido no Distrito Federal por ser gay responderá a nova sindicância

Os problemas do soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, Henrique Harrison, começaram quando ele publicou um vídeo no Youtube sobre sua sexualidade



O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, Henrique Harrison, que acusa a corporação de homofobia, responderá a nova sindicância. Após a punição por ter publicado um vídeo no Youtube sobre sua sexualidade, agora ele está sendo acusado de dar entrevista fardado, sem autorização de seu superior hierárquico.


Ele foi comunicado da nova sindicância na última segunda-feira (19/07). Em documento, ao afirmar que ele não poderia dar entrevista sobre assuntos militares sem autorização dos superiores, o responsável afirma que Harrison tenta jogar a mídia e a opinião pública contra a Polícia Militar. A entrevista foi concedida no dia do casamento do PM, que estava com farda de gala, e ao sair do cartório foi abordado pelos jornalistas. Na véspera do evento sua arma tinha sido recolhida, segundo a PMDF, porque ele exibiu a arma no vídeo que falava de sua sexualidade.


'Eu falei realmente que era uma provável ilegalidade, que eu estava com medo, pois estava sem minha arma, que eu não tinha entendido essa medida desproporcional, e falei claramente que era um ato homofóbico. Então por isso eles falaram que estou contestando o ato do meu superior. Mas na verdade eu estava dando publicidade só, não estava contestando o ato em si', explicou Harrison ao jornal O Globo.


Os problemas com a corporação começaram quando o policial ainda no curso de formação. Henrique Harrison diz que sofreu com machismo e homofobia, por ser assumidamente gay. Ele disse que resistiu porque deseja ser tratado como todos os outros PMs. Na formatura, ao postar uma foto beijando seu companheiro, foi alvo de mensagens preconceituosas em grupos de Whatsapp.


A Polícia Militar do Distrito Federal disse, em nota, que os procedimentos ainda estão em andamento. sem qualquer tipo de solução, seja punição, arquivamento ou abertura de Inquérito Policial Militar. Eles reiteraram que a corporação 'sempre seguirá o devido processo legal dentro do arcabouço legislativo, respeitando sempre os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Sempre seguindo os preceitos da ampla defesa e do contraditório'.

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