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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Thalita Zampirolli será a Sherazade trans da UPM no desfile desta sexta-feira

A atriz e modelo vai ser a primeira rainha trans da Era Sapucaí e estreia 45 anos após a travesti Eloína desfilar à frente da bateria da Beija-Flor de Nilópolis



Corpo escultural, sorriso estonteante, samba no pé e muito glamour. Assim a atriz e modelo trans Thalita Zampirolli vai apresentar aos jurados e ao público os ritmistas no desfile da Unidos de Padre Miguel, na Série Ouro do Carnaval carioca, nesta sexta-feira (17/02), na Marquês de Sapucaí. Ela será a segunda transexual a se apresentar como Rainha de Bateria, 45 anos após a travesti Eloína, Rainha da Noite dos Leopardos, desfilar à frente dos ritmistas da Beija-Flor e a primeira rainha trans da era Sapucaí.


A estrela, que vive em Boston, nos Estados Unidos, revela que seu sonho sempre foi desfilar em uma escola de samba do Rio de Janeiro. Capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, ficava acordada quando criança, acompanhando os desfiles de Carnaval e sonhando com o dia em que faria parte dessa festa, talvez a maior festa popular do Brasil.


'Sempre sonhei estar aqui e hoje, graças a Unidos de Padre Miguel, eu consegui. Sou tratada como uma rainha e não existem palavras que descrevam a gratidão que eu carrego no meu coração por ter sido tão bem recebida por todos da minha amada Vila Vintém', disse a rainha de bateria ao Jornal EXTRA.


Sua proposta não é apenas colecionar mais sucesso na carreira, mas abrir espaço para muitas outras mulheres trans, que ainda hoje são vítimas de preconceito e deboche. Thalita lembrou que sempre foi muito bem recebida por todos e, na escola, o acolhimento foi fenomenal.


"Graças a Deus eu tenho uma família que me acolheu e me deu todo suporte necessário para enfrentar todos os obstáculos. Mas eu sei que esta não é a realidade de 80% das pessoas que passam por isso. Além de acolhimento dos familiares é preciso acompanhamento psicológico, condições financeiras para realizações de tratamentos e cirurgias. O número de pessoas que se suicidam por não se verem no corpo que têm é enorme. Perante Deus somos todos iguais, todos merecem respeito, a minha luta é esta', concluiu Thalita.

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