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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Tiago Mussi lança novo livro

Em ‘O ano em que me tornei psicanalista’, o autor, segundo José Castello, desafia as regras canônicas de neutralidade e apagamento, e se desnuda, ‘não por escândalo, ou por rebeldia’, mas por entender que o único caminho para se chegar à verdade é desmascará-lo.


O psiquiatra e membro provisório da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), Tiago Mussi, nos brinda com mais um livro editado pela Blucher. Mestre em Psicologia pela Universidade Paris-XIII (Université Sorbonne Paris Nord), lançou ‘O ano em que me tornei psicanalista’. Na apresentação do livro, José Castello afirma que ‘para além da formação rigorosa, da longa análise pessoal e do empenho das supervisões, parece haver um a mais que não se deixa definir. Algo que, talvez, não tenha mesmo um nome. Algo que, submetido a um nome qualquer, por melhor que ele seja, desaparece’, ressaltando que a busca desse algo é ‘o tema deste comovente, corajoso, audacioso livro do psicanalista e escritor Tiago Mussi’.


‘Desafiando as regras canônicas de neutralidade e apagamento, em seu livro Tiago, ao contrário, se desnuda. Não por escândalo, ou por rebeldia, muito ao contrário, mas por entender que o único caminho para se chegar à verdade é desmascará-la. Limpá-la de toda pompa, solenidade, arrogância, esnobismo, jargões. Estampá-la, íntima e feroz, como ela sempre é. Ao longo de seu percurso na psicanálise, desde as inquietações do divã até os pensamentos que brotam hoje em sua poltrona, Tiago – embora se ampare todo o tempo, não só na teoria psicanalítica, mas também no saber da literatura – deixa-se guiar, sobretudo, pela memória. Sabe que a memória é sinuosa e derrapante, mas também que é nas suas frestas, ainda que deformadas pelo sonho e pela ficção, que a verdade emerge’, escreve na apresentação, José Castello.



Tiago Mussi, escritor de livros de ficção, é autor de Onde os paranoicos acassam e Por que os loucos escrevemos livros tão bons? e em 2016, recebeu o Prêmio Rio de Literatura pelo romance Tão fútil e de tão mínima importância.


Neste novo livro, reflete sobre o papel do psicanalista. No prefácio, Admar Horn, afirma que o autor ‘nos conduz de um modo bastante intrigante, utilizando seus abundantes recursos literários, através de um mundo psicanalítico, onde as parcerias, tanto com o seu analista como com a sua supervisora, tomam um vulto importante, enriquecendo significativamente o seu relato’. ‘A descrição detalhada de fragmentos de sua análise pessoal, assim como as passagens extremamente interessantes de sua supervisão’, continua, ‘nos transmite uma sensação de uma inquietante serenidade’.


‘A linguagem poética do autor e a leveza das suas expressões nos fazem mergulhar no universo dessa constatação da sua vivência psicanalítica. Somente a vida psíquica e o pensamento podem nos retirar da rotina do ódio. Acredito que tornar-se psicanalista foi para o autor um ato de fé’, finaliza Admar Horn.

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