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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Transtorno de estresse pós-traumático, influencer relata transfobia contra polícia em MG

Influencer usou as redes sociais para falar das marcas da violência: Rasparam a minha cabeça na máquina zero



A festejada influencer Suellen Carey revelou recentemente no seu Instagram que já sofreu transfobia e foi torturada pela polícia. O caso aconteceu em 2008, em um show que estava acontecendo em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

'Na época eu tinha 18 anos, e dois garotos ofenderam a mim e a uma amiga, até que vieram nos agredir, naturalmente precisamos nos defender e entramos em luta corporal. Depois de tudo, cada um foi para um lado e eu achei que tinha acabado, mas então ele voltou com a polícia. Eles não quiseram nem saber quem estava certo e errado, me deram voz de prisão. Fiquei revoltada e não aceitei, acabei discutindo com eles, foi ai que me levaram algemada a força, na delegacia fui torturada e na época ainda rasparam meu cabelo na máquina zero', contou a influencer.

O caso gerou indignação nas redes sociais e levantou a discussão sobre a violência contra pessoas trans no Brasil. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, organização que monitora a violência homofóbica no país, em 2020 foram registradas 175 mortes de pessoas trans no Brasil. O número é alarmante e mostra a urgência de políticas públicas para garantir a segurança e os direitos das pessoas trans no país.

Além disso, a violência policial contra pessoas trans também é uma preocupação crescente. Ainda há poucas iniciativas para capacitar os policiais a lidar com a diversidade de gênero e identidade, o que leva a casos como o de Suellen Carey. É preciso que as instituições policiais estejam mais conscientes sobre a questão trans e ajam para coibir a violência e garantir a proteção dessas pessoas.

Suellen Carey, revelou que depois desse episódio, foi muito difícil de se reerguer, pois gerou um transtorno de estresse pós-traumático nela, principalmente pelo fato de que a agressão veio de quem teoricamente teria que protegê-la. 'Na época quase tive depressão, porque afetou a minha auto estima, eu tinha namorado também, então foi muito traumático me ver daquele jeito, naquela situação. Os cabelos demoram anos pra crescer, mas os traumas continuam, precisei de anos de terapia para conseguir falar sobre o assunto, além de que eu não confiei mais na polícia desde aquele dia', concluiu.

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