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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Velório de David Miranda acontece nesta quarta (10) na Câmara dos Vereadores

O parlamentar estava internado desde agosto de 2022 para tratar inicialmente de uma infecção gastrointestinal



O corpo do ex-deputado David Miranda (RJ) será velado nesta quarta-feira (10), das 14h às 17h, no hall do Palácio Pedro Ernesto, sede do Poder Legislativo municipal, no Centro do Rio. A cerimônia será aberta ao público.


David Miranda morreu ontem (9) no Rio de Janeiro aos 37 anos. Ele estava internado desde agosto de 2022 para tratar inicialmente de uma infecção gastrointestinal. Infecções sucessivas progrediram para um quadro de sepse.


Ele foi vereador no Rio de Janeiro pelo Psol de 2017 a 2019. Nas eleições de 2018, elegeu-se 1º suplente pelo partido, mas assumiu o mandato desde o início como titular, em razão da desistência do então deputado eleito Jean Wyllys. Em janeiro de 2022, Miranda foi para o PDT, em razão da proximidade do Psol com o PT. Nas últimas eleições, já internado na UTI, sua candidatura à reeleição foi retirada pelo marido, o jornalista Glenn Greenwald.


Bibliografia



David Michel dos Santos Miranda nasceu em 10 de maio de 1985, na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua trajetória política teve início em 2016, quando foi eleito pelo PSOL como o primeiro vereador declarado LGBTQIA+ da história da Câmara Municipal do Rio, priorizando a apresentação de projetos em defesa dos direitos desta comunidade.


Como vereador, foi autor de leis como a que garantiu o uso do nome social por travestis e transexuais no âmbito da administração municipal, e a que determina a divulgação do Disque 100 contra o racismo, entre mais de dez normas das quais foi autor ou coautor.


Na Câmara dos Deputados, ele integrou as comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Cultura; e de Legislação Participativa. Ele também fez parte da comissão externa que acompanhou as investigações das queimadas em biomas brasileiros e da comissão especial que analisou o Projeto de Lei 1095/19, que originou a lei que aumentou a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cão ou gato (Lei 14.064/20).


O político, que completaria hoje 38 anos, deixa o marido, o jornalista americano Gleen Greenwald, e três filhos: João, Jonathas e Marcelo.

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