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Artistas e produtores LGBTI+ apontam dificuldades de acesso à Lei Aldir Blanc

Artistas, produtores e ativistas LGBTI+ denunciaram a deputados da Comissão de Cultura da Câmara, em Brasília, as dificuldades de acesso ao auxílio financeiro



Com a canção "Over the Rainbow" e outras interpretações da cantora Leila Maria, artistas, produtores e ativistas LGBT celebraram a produção cultural da comunidade e reivindicaram, nesta terça-feira (25/05), em Brasília, políticas públicas especificas para o setor. Eles denunciaram aos deputados da Comissão de Cultura da Câmara que os trabalhadores culturais LGBTI sofreram dificuldade de acesso ao auxílio financeiro da Lei Aldir Blanc, que busca apoiar profissionais da área prejudicados pelas medidas de distanciamento social por causa do coronavírus.


A deputada Érika Kokay (PT/DF) propôs a criação de um marco legal para a política de cultura LGBT. Ela convidou os representantes da comunidade a participar da elaboração de um projeto de lei.


'Que possamos elaborar uma política de cultura LGBT para que seja um novo marco legal. Para que nós possamos valorizar a cultura LGBT, porque ela tem sido invisibilizada realmente em várias políticas culturais', denunciou a parlamentar.


O produtor cultural e ativista Diego Oliveira, representante da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, apontou para a necessidade de leis que garantam a pluralidade e diversidade no setor cultural. Ele notou que a situação dos artistas LGBT tem piorado na pandemia.


'Nós pensamos nos artistas da comunidade LGBT, que neste momento de pandemia estão sofrendo muito por não terem locais de trabalho. Na associação temos uma ação da parada pela solidariedade, arrecadando cestas básicas e outros recursos para ajudar esses artistas. Percebemos que mesmo sem pandemia eles já sofriam pela falta de incentivo e de amparo de segurança de políticas públicas para que eles possam trabalhar e assim preservar a nossa cultura enquanto comunidade LGBT+', disse Oliveira.


A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é promovida há 25 anos e reúne cerca de 3 milhões de pessoas. No ano passado, por causa da pandemia, os organizadores promoveram uma videoconferência que teve mais de 11 milhões de visualizações. Nesse ano, no dia 06 de Junho, haverá oito horas de transmissão de palestras sobre prevenção e preconceito a portadores de HIV/Aids e shows de diversos artistas.

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