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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Casal gay cria abaixo-assinado online para pressionar contra ato de LGBTfobia

A petição exige a aplicação rigorosa da lei para proteger os direitos e a dignidade de todos os cidadãos, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.


Henrique e Wagner, um casal gay que está junto há mais de oito anos e planeja oficializar a união, encontraram um obstáculo inesperado em sua jornada para o casamento. Ao solicitar um orçamento de convites de casamento em uma loja em São Paulo, foram surpreendidos pela recusa da loja em atender ao pedido, alegando que não faziam ‘convites homossexuais’ e sugerindo que procurassem outro lugar que 'atendesse às suas necessidades'.


Em resposta aos atos de LGBTfobia, uma petição online foi criada para apoiar o casal e demandar que o Ministério Público de São Paulo tome as medidas necessárias para investigar e responsabilizar a loja pelos crimes cometidos.

O episódio de discriminação flagrante veio à tona quando Henrique mencionou o nome dos noivos, dois homens, durante a solicitação de orçamento. A resposta da loja via WhatsApp foi explícita em sua LGBTfobia e preconceito, desencadeando indignação e protestos por parte do casal e de ativistas LGBT+.


Além da negativa no atendimento, a empresa publicou em suas redes sociais uma nota de repúdio, reafirmando sua recusa em atender a eventos homossexuais, justificando tal postura com argumentos religiosos e conservadores.

Para buscar justiça e responsabilização pelos atos discriminatórios, Henrique e Wagner registraram um boletim de ocorrência por homofobia junto à Polícia Civil de São Paulo e prestaram depoimento no DHPP/DECRADI.


O casal, que apenas buscava um orçamento para confecção do convite de casamento, encontrou apoio não apenas na comunidade LGBT+, mas também de figuras políticas influentes. A Deputada Federal Erika Hilton e a ativista LGBT+ Amanda Paschoal protocolaram uma denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo, instando-o a investigar e tomar medidas sobre o caso.


‘Neste ano de 2024, é inaceitável que casais homossexuais ainda enfrentem discriminação e tenham sua dignidade violada por prestadores de serviço’, declarou a deputada Erika Hilton em sua solicitação ao Ministério Público.


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