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  • Foto do escritorPimenta Rosa

Pesquisa da Aliança Nacional LGBTI+ aponta aumento da representativa da comunidade no Brasil

Destas 356 candidaturas, 21 pessoas LGBTI+ foram eleitas, sendo 2 governador@s, 5 deputados/as federais, 13 deputados/as estaduais e 1 deputado distrital



Programa Voto Com Orgulho da Aliança Nacional LGBTI+ monitorou o processo eleitoral de 2022. Das 356 candidaturas, 21 pessoas LGBTI+ foram eleitas, sendo 2 governador@s, 5 deputados/as federais, 13 deputados/as estaduais e 1 deputado distrital. Das candidaturas eleitas, 6 são lésbicas, 5 mulheres bissexuais, 4 mulheres trans, 3 gays, 1 homem bissexual e 02 sem registro na fonte do cadastro quanto à identidade de gênero / orientação sexual. Um terço das pessoas eleitas (7) são do estado de São Paulo. E a maioria por partido é do PSOL com 9 pessoas eleitas, seguido do PT com 5.


Fonte: Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA)


Tendo como base o total das candidaturas, São Paulo foi o estado com o maior número de candidaturas LGBTI+, com 66, seguido de Minas Gerais com 33 e Rio Grande do Sul com 31. Em relação à filiação partidária, foram representados 24 partidos políticos, liderados pelo PSOL com 108 candidaturas, representando 30% do total. O PT teve 73 candidaturas (21%), PSB 38 (11%) e PDT 33 (9%). 213 pessoas LGBTI+ se candidataram a deputado/estadual e 11 a deputado/a distrital. Foram 122 pessoas LGBTI candidatas a deputado/a federal, 3 a senador/a, 5 a governador/a e 1 a vice-governador. 77 se identificaram como gays, 53 como lésbicas, 62 como bissexuais (masculino e feminino), 42 como mulheres trans e 16 como travestis, 3 como homens trans, 4 como não binárie e 7 como pansexual.


No estado de Minas Gerais foi eleita para deputada federal a vereadora de Belo Horizonte e mulher trans Duda Salabert (PDT) e também mulher bissexual, Dandara (PT). Já São Paulo, para a câmara federal, elegeu a vereadora da cidade de São Paulo e mulher trans negra Erika Hilton (PSOL). Também para o legislativo federal, o Rio Grande do Sul elegeu a vereadora lésbica negra Daiana Santos (PCdoB) e Pernambuco, o homem gay, Clodoaldo Magalhães (PV). Erika Hilton e Duda Salabert estão entre as 50 pessoas mais votadas do país.


O estado de São Paulo elegeu o maior número de parlamentares para uma Assembleia Legislativa, somando um total de 06 pessoas LGBTI+/Coletiva eleitas, sendo 4 (PSOL), 1 (PT) e 1 (PCdoB). Destes um homem bissexual, Guilherme Cortez (PSOL), uma lésbica negra reeleita, a cantora Leci Brandão (PcdoB), uma mulher bissexual Thainara Faria (PT), a mulher bissexual Ediane Maria do Nascimento e mais dois mandatos coletivos LGBTI+ (PSOL). Já o estado do Rio de Janeiro elegeu três mulheres negras, sendo uma mulher trans, a professora Dani Balbi (PCdoB), uma lésbica negra, a vereadora de Niterói Verônica Lima (PT) e uma mulher bissexual reeleita, Dani Monteiro (PSOL).


O estado de Minas Gerais elegeu para deputada estadual a lésbica Bella Gonçalves (PSOL). Apesar de ter uma maior concentração de pessoas eleitas na região Sudeste, houve também a eleição para as Assembleias Legislativas do estado do Acre, a mulher bissexual Dra. Michelle Melo (PDT), do Distrito Federal, reeleito e mais votado, o homem gay Fabio Felix (PSOL), de Sergipe, a mulher trans Linda Brasil (PSOL) e de Pernambuco, a lésbica Rosa Amorim (PT).


O Rio Grande do Norte reelegeu a governadora Fatima Bezerra (PT), a única mulher eleita no primeiro turno assumidamente lésbica, e o Rio Grande do Sul reelegeu o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) que assumiu sua homossexualidade publicamente em 2021, quando lançou seu nome como pré-candidato do partido à Presidência da República.


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