Unidos da Ponte transforma a Sapucaí em baile e celebra a força da cultura negra
- Pimenta Rosa
- há 8 horas
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Com o enredo “Tamborzão – O Rio é Baile! O Poder é Black!”, escola encerrou os desfiles da Série Ouro exaltando o funk, o charme, o soul e a cultura das periferias
A Unidos da Ponte levou para a Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 2026, a potência da cultura negra e periférica por meio de uma grande celebração ao som do funk, do charme e do soul. Com o enredo “Tamborzão – O Rio é Baile! O Poder é Black!”, a agremiação encerrou os desfiles da Série Ouro no dia 14 de fevereiro, sábado de Carnaval.
A proposta do desfile foi transformar a avenida em um grande baile, apresentando os movimentos culturais que nasceram e se fortaleceram nas periferias do Rio de Janeiro. Mais do que entretenimento, o enredo tratou a música e os bailes como espaços de resistência, ancestralidade, identidade e afirmação da população negra.
Ao colocar o chamado “tamborzão” no centro da narrativa, a Unidos da Ponte destacou a trajetória do funk como uma das expressões culturais mais marcantes do Rio de Janeiro. O gênero, historicamente associado às comunidades e às periferias, ganhou na Sapucaí uma dimensão de celebração da identidade e da memória coletiva.
Do baile à Sapucaí
O enredo também percorreu diferentes manifestações da cultura musical negra, aproximando o funk de referências do charme e do soul e ressaltando a importância dos bailes como territórios de sociabilidade, criatividade e resistência.
A escolha do tema reforçou a relação entre Carnaval e cultura popular. Ao levar para o Sambódromo elementos presentes no cotidiano das comunidades, a escola transformou a avenida em um espaço de reconhecimento de histórias e personagens que ajudaram a construir a identidade cultural do Rio.
A concepção do desfile ficou sob responsabilidade do carnavalesco Nícolas Gonçalves, com enredo assinado por Cleiton Almeida. Na condução musical, os intérpretes oficiais Thiago Brito e Matheus Gaúcho deram voz à narrativa apresentada pela agremiação.
“O Rio é baile”
Ao afirmar que “O Rio é Baile”, a Unidos da Ponte estabeleceu uma conexão direta entre a cidade e suas manifestações culturais periféricas. O desfile apresentou o baile não apenas como festa, mas como lugar de encontro, expressão e construção de identidade.
Já a frase “O Poder é Black!” reforçou o caráter de valorização da cultura negra presente no enredo. A escola levou à Sapucaí uma narrativa que reconhece a influência da população negra na música, na cultura e na formação da própria identidade carioca.
Com a combinação entre samba-enredo, estética carnavalesca e referências à cultura dos bailes, a Unidos da Ponte encerrou a Série Ouro de 2026 fazendo da Marquês de Sapucaí uma extensão simbólica das pistas de dança e dos territórios onde o funk e outras expressões da cultura negra encontraram espaço para florescer.





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