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1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Acre aumenta indenização por danos morais a mulher trans impedida de usar o banheiro feminino

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 26 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de mar. de 2025

Caso de Allana Rodrigues Costa evidencia a vitória contra a transfobia, a luta por respeito e reafirma o direito à identidade de gênero



A decisão da 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) de aumentar a indenização por danos morais para R$ 5 mil no caso de Allana Rodrigues Costa representa muito mais do que uma simples revisão de valores. Trata-se de um marco significativo na luta contra a discriminação de pessoas trans e na afirmação do direito à dignidade humana.


Allana, mulher trans, foi impedida de usar o banheiro feminino em um estabelecimento comercial operado pela PR Comércio de Derivados de Petróleo Ltda. O episódio é um exemplo claro de transfobia institucional, onde o preconceito se manifesta através da negação de direitos básicos. Em primeira instância, a justiça fixou a indenização em apenas R$ 1 mil, um valor irrisório diante do dano moral sofrido.


No entanto, o recurso apresentado por Allana pediu um valor mais condizente com a gravidade do caso, enquanto a empresa tentou anular a condenação alegando falta de provas. O recurso da reclamada foi considerado 'deserto'", por não atender aos requisitos necessários para análise, enquanto o TJAC reconheceu a importância de uma resposta mais firme contra a discriminação.


A decisão final não apenas aumentou o valor para R$ 5 mil, mas também enviou uma mensagem clara: a transfobia não será tolerada. Fundamentada no princípio constitucional da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF) e na jurisprudência que protege a identidade de gênero, a sentença reforça que o respeito à diversidade não é opcional, é um direito fundamental.


Ainda que o valor concedido esteja aquém do solicitado por Allana, a vitória tem um peso simbólico inegável. Cada decisão judicial que reafirma direitos humanos é um passo à frente na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Que este caso sirva de exemplo e de incentivo para que mais vozes se levantem contra a discriminação e em defesa do direito de ser quem se é.

 
 
 

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