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Casa Nem atinge capacidade máxima de acolhimento e reforça rede nacional para atender população LGBTQIAPN+

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Coordenação alerta para sobrecarga do espaço, pede apoio financeiro e recebe manifestação oficial do Programa Rio Sem LGBTIfobia em defesa da permanência do Projeto Kuzinha Nem


Foto do @kuzinhanem
Foto do @kuzinhanem

A Casa Nem, referência histórica no acolhimento de pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, atingiu sua capacidade máxima de convivência. A informação foi confirmada pela coordenadora geral e fundadora do espaço, Indianarae Siqueira, e pelo coordenador técnico do equipamento estadual vinculado ao Programa Rio Sem LGBTIfobia, Rafael Gomes, ligado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.


Diante do limite físico do acolhimento, a Casa Nem passou a intensificar articulações com a Rede Brasileira de Casas de Acolhimento (REBRACA), organização fundada por Indianarae Siqueira em 2019. Segundo a ativista, a rede atua de forma integrada para garantir encaminhamentos responsáveis às demandas que continuam chegando diariamente. Atualmente, a REBRACA reúne 22 casas de apoio espalhadas pelo país, com atuação na Baixada Fluminense, no interior do estado do Rio de Janeiro e em outras unidades da federação, por meio de regulação de vagas em redes parceiras.


Em publicação nas redes sociais, Indianarae destacou que, mesmo com a capacidade esgotada, o trabalho de acolhimento não é interrompido, sendo redirecionado para outras casas da rede nacional. Ela também reforçou a necessidade urgente de apoio financeiro para a manutenção das atividades. A gestão da Casa Nem e da REBRACA é realizada pela ONG TransRevolução, que depende de doações para garantir a continuidade dos serviços oferecidos.


A coordenadora fez um apelo público por contribuições via Pix, ressaltando que a sustentabilidade do projeto está diretamente ligada à solidariedade da sociedade civil.


“Por isso que precisamos do seu apoio e doação para ONG TransRevolução que faz a gestão da Casa Nem e da Rebraca para nossa manutenção. Doe/ Pix CNPJ: 27.720.290/0001-2”, solicita Indianarae Siqueira.

Além da sobrecarga estrutural, a Casa Nem e seus projetos associados seguem enfrentando ataques e ameaças à sua permanência física. Um dos alvos é o Projeto Kuzinha Nem, iniciativa fundamental para a garantia da segurança alimentar de pessoas acolhidas e de populações em situação de rua. Diante desse cenário, o Superintendente Estadual do Programa Rio Sem LGBTIfobia, Ernane Alexandre Pereira, publicou uma carta oficial manifestando apoio integral à manutenção do projeto no imóvel onde atualmente funciona.


No documento, o superintendente destaca que uma eventual desocupação do espaço representaria um risco social elevado, com impactos diretos sobre a garantia de direitos fundamentais de uma população historicamente vulnerabilizada. A manifestação ressalta princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade material, a proteção integral e a vedação ao retrocesso social, enfatizando que a retirada do projeto comprometeria avanços significativos nas políticas públicas de direitos humanos no estado.


A nota oficial reforça ainda o papel estratégico da Casa Nem e do Projeto Kuzinha Nem na rede estadual de proteção social, reconhecendo sua atuação complementar às políticas públicas e sua importância na promoção de cidadania, dignidade e sobrevivência para pessoas LGBTQIAPN+ em situação de extrema vulnerabilidade. Para os gestores e apoiadores, a permanência do espaço não é apenas uma questão institucional, mas um imperativo social e humanitário.


Conheça a íntegra do documento:






 
 
 

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@2022 By Jornal Pimenta Rosa

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