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Com desempenho fraco nas bilheterias, filme da Disney Pixar vira assunto por homofobia

No Mês do Orgulho LGBT, a rápida cena de um beijo lésbico no desenho 'Lightyear' fez com que 14 países proibissem o filme e em outros gerou discussão



'Ao infinito e além!'. O clássico bordão do patrulheiro espacial Buzz Lightyear, da Disney Pixar, mostra bem sua proposta de vencer as batalhas e seguir em frente. E será extremamente necessário, não apenas pelo fraco desempenho do filme em seu primeiro final de semana de exibição (menos de US$ 90 milhões em todo o mundo), mas, principalmente, no combate ao preconceito. Uma rápida cena de beijo lésbico fez com que 14 países, entre eles China e Arábia Saudita, censurassem o desenho e, no Peru, houve discussão entre o público.


Exatamente no mês em que se comemora o combate à Homofobia, o beijo entre a também patrulheira espacial Alisha Hawthorne e sua companheira, tem gerado polêmica. Esse é o primeiro filme da Pixar com um personagem assumidamente gay. A produtora, após receber críticas por conta da diversidade, chegou a cogitar a retirada da cena, mas, para o alívio de todas as entidades que lutam para mostrar a realidade do mundo, a cena permaneceu.


Em 9 de março deste ano, funcionários da Pixar lançaram uma carta aberta denunciando a Disney de censurar demonstrações de afeto homossexual nos filmes do estúdio. E talvez seja por este motivo que Lightyear tornou-se tão importante: o longa é, literalmente, um respiro da produtora mais famosa do mundo na questão da diversidade social e da inclusão de minorias na sociedade.


Polêmica no Peru


Após muita polêmica, uma rede de cinemas no Peru retirou, no fim de semana, o alerta ao público sobre 'cenas com ideologia de gênero'.


'A história de Buzz Lightyear, o herói que inspirou o brinquedo, e nos apresenta o lendário Space Ranger, que conquistou gerações de fãs, contém cenas com ideologia de gênero', afirmava o site Cineplanet após a estreia do filme, na última quinta-feira (16/6).

'Parabéns Cineplanet por colocar um aviso de cenas ideológicas em um filme infantil', tuitou o grupo La Familia Importa Perú.


Por sua vez, a organização feminista Demus afirmou: 'Rechaçamos as expressões homofóbicas e desnecessárias do Cineplanet. Consideramos positivo que os filmes infantis mostrem a diversidade que somos e normalizem o amor em todas as suas formas.'


Nostalgia


Desde que a Disney/Pixar anunciou que Toy Story, um de seus principais filmes de animação, ganharia um spin-off, foram os jovens adultos que mais comemoram a novidade. O primeiro filme da saga do boneco Woody foi lançado em 1995, enquanto o último estreou nos cinemas em 2019. De forma geral, as crianças de 1995 já são pais que levarão seus filhos aos cinemas para assistir Lightyear, em 2022. E, fique atento, há cenas pós-créditos importantes para a história do personagem.



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