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Dia das Mães LGBTQIA+: amor que rompe padrões, afeto que transforma

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 11 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Nesta data especial, mães e filhos da comunidade LGBTQIA+ celebram o amor em suas mais diversas formas e reafirmam a luta por respeito, visibilidade e inclusão de todas as famílias.



O Dia das Mães, celebrado neste domingo, é mais do que uma data para flores, cartões e abraços. Para muitas famílias LGBTQIA+, trata-se de uma celebração da resistência afetiva, da pluralidade de vínculos e da afirmação do amor incondicional — seja entre mães e filhos LGBTQIA+, seja entre mães LGBTQIA+ e seus filhos.


Neste universo diverso, a maternidade se expressa de múltiplas formas: biológica, adotiva, de coração, madrasta, avó ou figura materna presente e afetiva. Todas têm em comum o acolhimento, o cuidado e o apoio imprescindível para o bem-estar e desenvolvimento das crianças e jovens LGBTQIA+.


Contudo, para além da comemoração, o Dia das Mães também é um momento de reflexão sobre os desafios enfrentados. Mães de filhos LGBTQIA+ muitas vezes vivenciam o preconceito e o isolamento social ao apoiarem seus filhos publicamente. Da mesma forma, famílias formadas por casais homoafetivos ou por pessoas trans e não-binárias podem se sentir invisibilizadas em celebrações escolares e campanhas publicitárias que ainda operam dentro de um modelo tradicional de família.


Iniciativas, como por exemplo, o coletivo @mãespeladiversidade mostram a força da organização dessas mulheres. Unidas, elas oferecem apoio emocional, orientação e visibilidade à causa LGBTQIA+, transformando dor em luta e acolhimento em ação. Elas são protagonistas de uma mudança cultural necessária, que redefine o conceito de maternidade a partir do amor, e não da norma.


As escolas, os espaços públicos e os meios de comunicação também têm papel fundamental nesse processo. Celebrar o Dia das Mães de forma inclusiva é reconhecer que nem toda família tem uma configuração tradicional. É abrir espaço para que todas as crianças e adolescentes, independentemente de sua estrutura familiar, se sintam vistas, valorizadas e amadas.


Para isso, é essencial repensar as atividades escolares, as mensagens nas redes sociais e até os cartões vendidos nas lojas. O mundo mudou — e o amor também. Hoje, mais do que nunca, precisamos de uma sociedade que abrace todas as formas de amar e de ser família.


Neste Dia das Mães, que floresçam muito mais do que homenagens, mas também respeito, empatia e reconhecimento à diversidade das maternidades e das famílias LGBTQIA+. Porque amar, cuidar e criar são atos de amor e, sobretudo, profundamente humanos.

 
 
 

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