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Guarda Municipal do Rio inicia primeiro curso de Capelania Inter-religiosa do Brasil

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 26 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Parceria com a Ordem dos Capelães do Brasil capacita guardas para oferecer suporte espiritual e emocional, reforçando saúde mental e respeito à diversidade religiosa.



A Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio) e a Ordem dos Capelães do Brasil (OCB) deram início à primeira turma do Curso de Capelania Inter-religiosa voltado exclusivamente para guardas municipais. A formação, que segue até 10 de novembro pela plataforma de ensino a distância da OCB, tem como objetivo capacitar agentes a oferecerem assistência espiritual e apoio emocional a colegas de farda em situações de crise.


O lançamento do curso assinala um marco inédito no país e pode se tornar referência nacional. Ao unir formação técnica, diversidade religiosa e profissionalização, a parceria entre OCB e GM-Rio amplia as ferramentas de cuidado no serviço público.


A cerimônia de abertura, que aconteceu

no sábado (23), contou com representantes da cúpula da GM-Rio, como o inspetor Gilson Bento, diretor de Recursos Humanos, que representou o comandante-geral, inspetor Itaharassi Bomfim Júnior; a guarda municipal Marleide Albuquerque, integrante do projeto “GM Sem Preconceito”; e Janaina Napoleão, da Coordenadoria Executiva de Diversidade Religiosa da Casa Civil.


Coordenado pela presidente internacional da OCB, Dra. Elizabeth Ferraz, e pela presidente nacional da Capelania Inter-religiosa da OCB, Dra. Katja Bastos, o curso reforça a importância da capelania inter-religiosa, prática que oferece acolhimento e escuta qualificada sem distinção de credo.


No contexto das guardas municipais, o trabalho é voltado para situações de estresse pós-operacional, luto, conflitos internos e prevenção ao adoecimento psíquico. “Capacitar os guardas nesse campo é criar pontos de apoio entre pares, respeitando a diversidade religiosa e os limites éticos da assistência espiritual”, destacou a coordenação.


Além de atuar no acolhimento imediato, a capelania civil profissional integra-se a protocolos de saúde ocupacional, dialogando com psicólogos, assistentes sociais e equipes médicas. O modelo, já consolidado em outros países, reforça a neutralidade do Estado em matéria religiosa, evitando proselitismos e garantindo atendimento inclusivo.


Para a GM-Rio, a iniciativa fortalece a rede de suporte interno e contribui para um ambiente de trabalho mais saudável. Guardas treinados em capelania poderão ajudar na detecção precoce de sofrimento psíquico, encaminhando colegas a tratamentos adequados e reduzindo estigmas em relação à saúde mental.


 
 
 

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