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MP de Minas Gerais prende quadrilha que explorava prostituição de travestis

A Operação Libertas, do Ministério Público, mirou em quadrilha que explorava travestis e transexuais em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, além de aplicar silicone industrial



A ex-vereadora de Uberlândia, a transexual Pâmela Volp, foi uma das três presas na Operação Libertas, do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ela, a filha Paula Volp e Lamar Bionda foram acusadas de explorar sexualmente travestis e transexuais na cidade, além de financiar procedimentos estéticos clandestinos para jovens que chegavam para trabalhar na cidade.


Segundo informações do G1, durante o mandado de busca a Polícia encontrou cerca de R$ 106 mil, em espécie. Também foram apreendidos dois carros de luxo de Paula, avaliados em R$ 800 mil. As três mulheres coordenavam a casa de prostituição e obrigava as jovens trans e travestis que quisessem trabalhar na cidade a pagarem um 'pedágio'.


O promotor Thiago Ferraz explicou que Pâmela e Lamar fizeram um plano que dividia a cidade em regiões para a exploração sexual de travestis. As garotas que trabalhavam em Uberlândia eram obrigadas a pagar R$ 50, além de arcar com as despesas de alimentação e moradia. As travestis e transexuais que faltassem ao trabalho tinham descontos no pagamento.


'Cada travesti que chega na cidade para trabalhar só pode trabalhar para essas duas pessoas. Se não trabalhar para essas duas pessoas não tem campo para trabalhar aqui. Cada ponto da cidade é cobrado o valor de uma diária', explicou Thiago Ferraz à TV Integração, afiliada da TV Globo na região.


O Ministério Público ouviu as trabalhadoras sexuais e confirmaram a existência de intercâmbio de travestis com Santa Catarina.


"Quando as travestis passam a não dar mais lucro aqui, elas 'pulam' para Santa Catarina e as de lá vem para cá, comandados por uma mulher lá, também ligada à Pâmela Volp", frisou o promotor do Gaeco.

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