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No ringue contra o preconceito: “12º Round” está no Sesc Ipiranga com a história de Emile Griffith

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 11 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Montagem inédita no Brasil traz aos palcos a trajetória do lendário boxeador bissexual que desafiou o racismo, a homofobia e os limites da masculinidade negra nos anos 1960.



O espetáculo “12º Round: A História de Emile Griffith”, montagem inédita no Brasil que narra a vida de um dos maiores boxeadores do século XX, está no Teatro do Sesc Ipiranga, em São Paulo. Negro, afro-caribenho e bissexual, Griffith marcou seu nome na história do esporte mundial não apenas pelos títulos conquistados — cinco vezes campeão mundial em três categorias diferentes — mas por enfrentar, dentro e fora dos ringues, o peso da homofobia e do racismo em plena década de 1960.


Com sessões até 13 de julho e sessão acessível em Libras no dia 27 de junho, a peça é encenada em estrutura que remete diretamente às lutas de boxe: são 12 cenas principais, ou “rounds”, entremeadas por momentos de pausa que ecoam os intervalos de um combate. A dramaturgia de Sérgio Roveri, aliada à direção sensível e potente de Bruno Lourenço, transforma o palco em território de embate, memória e resistência.


A encenação dá corpo à trajetória de Griffith, especialmente após a luta que mudou sua vida: em 1962, após ser insultado publicamente com ofensas homofóbicas por seu oponente, Benny "Kid" Paret, Griffith o nocauteou em combate televisionado nos EUA — Paret morreu dias depois. A tragédia expôs as tensões entre violência, masculinidade e sexualidade no esporte.


Idealizado e protagonizado por Fernando Vitor, o espetáculo é também a estreia do Coletivo Nocaute, grupo de teatro negro formado por artistas comprometidos com a memória e a representatividade de corpos dissidentes. “A história de Griffith é grandiosa e ao mesmo tempo silenciada. Nosso objetivo é romper esse apagamento e mostrar que ele foi não só um campeão, mas um símbolo de coragem, que desafiou normas racistas e heteronormativas”, afirma o ator.


A peça propõe uma cartografia afetiva da trajetória de Emile Griffith, com projeções de imagens reais, trilha sonora que evoca clássicos do cinema e personagens que orbitam o universo do boxeador — da mãe ao namorado, de jornalistas a fantasmas do passado. No palco, o corpo do atleta se torna metáfora viva da luta por reconhecimento, dignidade e liberdade sexual.


Segundo o diretor Bruno Lourenço, a encenação combina elementos do teatro documental com uma estética pop, criando um híbrido entre memória e ficção.


“Emile Griffith foi um campeão que a história tentou apagar. Ao trazê-lo de volta, não apenas recuperamos um herói, mas também confrontamos as violências estruturais que ainda persistem”, destaca.


SERVIÇO:

Espetáculo: 12º Round: A História de Emile Griffith

Local: Teatro do Sesc Ipiranga — Rua Bom Pastor, 822, São Paulo – SP

Temporada: Até o dia 13 de julho de 2025

Horários: Sextas e sábados às 20h - Domingos e feriados às 18h

Sessões Extras: 19/6 (18h), 9/7 (18h) e 10/7 (20h)

Sessão com Libras: 27 de junho

Ingressos: R$ 18 (Credencial Plena), R$ 30 (meia), R$ 60 (inteira)

Duração: 70 minutos

Classificação: 16 anos

Instagram: @12roundpeca

Link para ingressos e mais informações: sescsp.org.br/programacao/12o-round-a-historia-de-emile-griffith

 
 
 

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@2022 By Jornal Pimenta Rosa

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