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Rio Sem LGBTIfobia promove ações de cidadania para travestis e mulheres trans no Presídio Evaristo de Moraes

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Internas receberão cursos profissionalizantes, apoio psicológico e acompanhamento jurídico em iniciativa voltada à dignidade e inclusão social



Travestis e mulheres trans em situação de encarceramento no Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, passaram por um dia dedicado ao acolhimento, escuta e promoção de direitos. A iniciativa reuniu diferentes organizações e instituições públicas para apresentar uma série de ações voltadas ao fortalecimento da cidadania e da dignidade dessa população.


Participaram da atividade o Programa Rio Sem LGBTIfobia, a Rede Trans Brasil, a Escola de Divines, a Casa Nem e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Ao todo, 67 internas participaram do encontro, que abriu diálogo sobre temas como saúde, educação, autonomia e acesso a direitos.


Durante a visita, o superintendente de Políticas LGBTI+, Ernane Alexandre, anunciou que as internas terão acesso a um curso profissionalizante na área de moda, oferecido pela Escola de Divines. A formação incluirá aulas de corte, costura, modelagem, bordado e estamparia, com o objetivo de ampliar oportunidades de inclusão social e geração de renda após o cumprimento da pena.


Além da qualificação profissional, o programa também garantirá acompanhamento psicológico para as internas. O atendimento será realizado por profissionais do Rio Sem LGBTIfobia, com foco no cuidado com a saúde mental e no fortalecimento emocional das participantes.


A ação contou ainda com a presença da coordenadora do Centro de Cidadania Capital I, Camilla Doudement; do coordenador do Centro de Cidadania Centro-Sul I, Fernando Marques; do coordenador da Escola de Divines, Almir França; da representante da Rede Trans Brasil, Ágatha Tariga; e da advogada da Casa Nem, Maria Eduarda Aguiar.


Durante o encontro, as internas puderam apresentar demandas e relatar dificuldades enfrentadas no cotidiano do sistema prisional. Como gesto de cuidado e valorização da autoestima, foram distribuídos kits de higiene e beleza às travestis e mulheres trans, doados pelo coordenador Fernando Marques.


Outro encaminhamento importante foi a oferta de acompanhamento jurídico para as internas que ainda não conseguiram realizar a retificação de nome nos documentos civis. A advogada Maria Eduarda Aguiar, do Centro Comunitário Casa Nem, prestará suporte para a regularização do nome na certidão de nascimento e no registro civil.


A iniciativa integra a programação do Rio Sem LGBTIfobia no Mês Internacional da Mulher e reforça a importância de políticas públicas que garantam direitos humanos e acesso à cidadania para todas as pessoas, inclusive aquelas em situação de privação de liberdade.

 
 
 

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