top of page

Sem moradia digna, não há justiça: desafios da população LGBTQIAPN+ no acesso à habitação

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 1 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Estudo da ONG Habitat para a Humanidade Brasil revela barreiras enfrentadas pela população LGBTQIAPN+ no acesso à moradia e reforça a necessidade de políticas públicas inclusivas



O direito à moradia digna ainda representa um desafio significativo para a população LGBTQIAPN+ no Brasil. O levantamento "Sem moradia digna não há justiça de gênero", da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, revela dados preocupantes sobre o impacto da exclusão habitacional na vida dessas pessoas. Um dos achados mais alarmantes do estudo mostra que 29% das pessoas trans e não binárias saem de casa antes dos 15 anos, frequentemente devido à rejeição familiar (CEDEC, 2021). Esse cenário acentua a vulnerabilidade social dessa população e reforça a urgência de políticas públicas inclusivas.


A moradia digna não se resume apenas a ter um teto. O estudo destaca a necessidade de habitabilidade, isto é, condições adequadas que garantam segurança física e estrutural. Problemas como banheiros sem portas, falta de privacidade e ausência de acessibilidade para pessoas com deficiência agravam ainda mais a situação, tornando a moradia inadequada e colocando essa população em risco.

O acesso à moradia também está diretamente ligado a outros direitos fundamentais, como saúde, educação e trabalho. No entanto, a inclusão da população LGBTQIAPN+ no mercado de trabalho segue sendo um desafio. De acordo com o Datafolha, apenas 4,5% dos postos de trabalho são ocupados por pessoas LGBTQIAPN+, e, entre trabalhadores trans, esse número é ainda menor: 0,38%. Com baixa inserção no mercado formal e sem renda estável, muitas dessas pessoas enfrentam dificuldades para pagar aluguel, o que reforça o ciclo de vulnerabilidade.


Outro ponto essencial levantado pelo estudo é a inadequação das políticas habitacionais vigentes, que muitas vezes priorizam a noção de família nuclear tradicional, excluindo outras formas de convivência e construção de laços familiares comuns na comunidade LGBTQIAPN+. Além disso, a falta de dados específicos sobre essa população dificulta a formulação de políticas públicas eficazes para garantir seu direito à moradia digna.


A Habitat para a Humanidade Brasil atua há mais de 30 anos no combate às desigualdades habitacionais e na promoção do direito à cidade. Presente em mais de 70 países, a organização defende soluções de acesso à moradia, saneamento e infraestrutura em parceria com comunidades e setores diversos. O estudo "Sem moradia digna não há justiça de gênero" reforça a necessidade urgente de políticas públicas mais inclusivas e que garantam condições dignas de habitação para a população LGBTQIAPN+ no Brasil.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Tânia Malheiros

Foto de João Genuncio Por João Genuncio* O seu cantar tem algo de sedimentação da conquista da vida. Uma experiência, uma surpresas ali, uma decisão tomada às pressas, uma decisão que alegra as pesso

 
 
 

Comentários


White on Transparent.png

Inscreva-se no site para receber as notícias tão logo sejam publicadas e enviar sugestões de pauta

  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • YouTube

Obrigado por inscrever-se!

@2022 By Jornal Pimenta Rosa

bottom of page