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Série “Artérias” estreia nova temporada com foco em artistas negros, indígenas e LGBTQIAPN+

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 21 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Com 26 episódios, produção dirigida por Helena Bagnoli, tem estreia marcada para esta quinta-feira (24), reafirmando o papel da arte como espaço de resistência, memória e criação de novos imaginários


Foto divulgação: Henk Nieman
Foto divulgação: Henk Nieman

A arte como espelho das transformações sociais e culturais do país é o eixo condutor da segunda temporada de “Artérias”, que estreia no dia 24 de julho, às 21h30, no SescTV. Dirigida por Helena Bagnoli, a série documental percorre o Brasil por meio das vozes e criações de 26 artistas visuais, com destaque para nomes negros, indígenas, trans e não binários, revelando a pluralidade de linguagens, territórios e poéticas que compõem o cenário das artes visuais contemporâneas no país.


Com episódios semanais e duração média de 13 minutos, a nova temporada aprofunda o mapeamento iniciado em 2020, apostando em narrativas em primeira pessoa e na valorização de identidades historicamente invisibilizadas. O projeto é também um manifesto audiovisual em favor da descentralização do olhar e da descolonização dos referenciais artísticos.


“Artérias se destaca ao retratar 26 artistas, entre eles negros, trans e indígenas, de diversas regiões do Brasil, oferecendo uma rica diversidade de vozes, abordagens, suportes e estéticas. Isso proporciona uma visão ampla e representativa da produção atual”, afirma a diretora Helena Bagnoli.


“Esses artistas refletem nas suas obras as mudanças culturais e identitárias, permitindo ao público acessar uma narrativa mais inclusiva e plural sobre a arte brasileira contemporânea”, complementa Bagnolli.

A série estreia com o episódio dedicado à artista Castiel Vitorino Brasileiro, cuja obra transita entre performance, instalação e audiovisual. Castiel aborda questões como espiritualidade Bantu, ancestralidade e identidade de gênero, propondo a cura como prática contínua e a mudança como origem. A artista tem se destacado internacionalmente, com participações na Bienal de Berlim (2020), no Hessel Museum of Art, em Nova York (2021), e na 35ª Bienal de São Paulo (2023).


O segundo episódio, que vai ao ar em 31 de julho, apresenta o Coletivo Coletores, formado por Toni Baptiste e Flávio Camargo, cuja atuação se concentra em intervenções urbanas e videomapping como forma de resistência cultural nas periferias e denúncia de apagamentos históricos.


Para Helena Bagnoli, a nova temporada chega em sintonia com os debates sociais e políticos mais relevantes da atualidade.


“São artistas profundamente conectados com as questões contemporâneas, que estão desenvolvendo novas ordens criativas, refletindo o impacto de um mundo em reconfiguração. Suas obras combinam novas influências e técnicas, traçando um novo caminho para as artes visuais brasileiras”, observa. “Artérias apresenta uma arte híbrida que ultrapassa as fronteiras entre o passado e o presente, desafiando ideias consagradas da arte eurocêntrica e estabelecendo novas formas de olhar e pensar.”

Ainda que o eixo curatorial permaneça o mesmo – voltado à valorização de artistas de identidades marginalizadas – a diretora aponta que mudanças significativas no cenário social e político influenciaram o novo recorte da série.


“O mundo e o Brasil passaram por mudanças profundas nos últimos quatro anos, como a pandemia e transformações políticas, que intensificaram a consciência social. Isso levou os artistas a refletirem ainda mais sobre suas identidades e sobre o papel da arte como resistência”, explica. “O mercado de arte também passou a questionar suas próprias convenções, dando espaço a novos criadores que desafiam a ordem outrora estabelecida. Para esses artistas, a arte é um meio poderoso de afirmar histórias e reivindicar visibilidade.”


A série também contará com nomes como Davi de Jesus do Nascimento, Gê Viana, Ayrson Heráclito, Alice Yura, Josi, Antonio Obá, Uýra, Panmela Castro, Xadalu Tupã Jekupé, Auá Mendes, Gustavo Caboco, Josi, Carmézia Emiliano, Jota Mombaça, Juliana dos Santos, Larissa de Souza, Luana Vitra, Moara Tupinambá, No Martins, Rafa Bqueer, Tamikuã Txihi, Vitória Cribb, Vulcanica Pokaropa, e Lázaro Roberto, do Zumvi Arquivo Afro Fotográfico, entre outros.



Apesar da relevância dos temas e da potência das obras, muitos desses artistas enfrentam desafios estruturais que limitam sua presença no circuito tradicional das artes.


“Muitos dos artistas retratados enfrentam dificuldades significativas como o acesso restrito a recursos financeiros e a falta de apoio institucional. Além disso, continuam sendo marginalizados no mercado de arte, o que limita sua visibilidade e o acesso a espaços expositivos e galerias”, alerta Bagnoli. “Essas barreiras refletem desigualdades históricas que persistem, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.”

Ao revelar essas trajetórias, “Artérias” amplia os contornos da arte contemporânea brasileira, abrindo espaço para cosmologias invisibilizadas, saberes ancestrais, vivências dissidentes e formas plurais de resistência estética e política..


A série pode ser assistida gratuitamente pelo site sesctv.org.br/noar e estará disponível também sob demanda no portal sesctv.org.br/arterias. A classificação indicativa é livre, com exceções nos episódios devidamente sinalizados.



SERVIÇO:

Série documental “Artérias” – 2ª temporada

  • Direção: Helena Bagnoli

  • Estreia: 24 de julho de 2025, às 21h30

  • Exibição: quintas-feiras, às 21h30, no SescTV

  • Onde assistir: sesctv.org.br/noar ou consulte sua operadora

  • Sob demanda: sesctv.org.br/arterias

  • Redes sociais: @sesctv

 
 
 

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@2022 By Jornal Pimenta Rosa

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