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Uma noite histórica para o samba!

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 25 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Encerrando com chave de ouro, o “Tributo a Nelson Sargento” fez o Teatro Rival vibrar de emoção com a mais consagrada das canções: "Agoniza mas não morre".


Imagem de João Genuncio

O Teatro Rival Petrobras foi palco nesta quinta-feira (24) de um momento inesquecível: o encerramento oficial do ciclo de homenagens aos 100 anos de Nelson Sargento, mestre do samba, da palavra e da arte brasileira. O espetáculo “Tributo a Nelson Sargento”, com produção de Camilo Árabe e Elfi Kurten, emocionou o público do início ao fim. Sob a condução de Agenor de Oliveira — parceiro de composições do homenageado — e do diretor musical Paulão 7 Cordas, a noite celebrou a trajetória artística, pessoal e filosófica de um dos maiores nomes do samba nacional.


No palco, talentos como Áurea Martins, Nilze Carvalho, Ilessi, Didu Nogueira e o cavaquinista Mestre Siqueira se revezaram para interpretar obras marcantes como “Primavera”, “Falso amor sincero” e “Homenagem ao mestre Cartola” — encerrando com chave de ouro com a mais consagrada das canções: “Agoniza mas não morre”. Um dos momentos mais emocionantes da noite foi o lançamento do segundo single do disco póstumo de Nelson Sargento, projeto que ele desenvolvia com Agenor desde antes da pandemia. A inédita “Saudade” foi apresentada ao público como um gesto de continuidade e afeto.


“Será um documento, mais do que um disco com perfeição digital. Vamos manter tudo o mais real possível”, destacou Agenor.


O tributo também prestou uma homenagem tocante à companheira de vida do artista, Evonete Belizario Mattos, falecida em abril deste ano. Nos espaços do teatro, uma delicada exposição com obras de arte naïf revelou uma faceta pouco conhecida de Nelson Sargento: a de pintor. Seus quadros, inéditos e de acervos particulares, retratam com sensibilidade o cotidiano carioca.


“A força da pintura de Nelson Sargento está exatamente na simplicidade com que retrata o cotidiano carioca. Ele expressa a alma de um povo miscigenado e festivo”, afirmou Agenor de Oliveira.


O “Tributo a Nelson Sargento” não foi uma despedida. Foi um reencontro com sua herança viva — com tudo o que ele nos ensinou a pensar, sentir e cantar.



Por João Genuncio (estagiário)



 
 
 

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