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Vereadora Monica Benicio propõe reconhecimento da Parada LGBTI+ como patrimônio cultural, social e histórico do Rio

  • Foto do escritor: Elen Genuncio
    Elen Genuncio
  • 28 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

A parlamentar ressalta que a cidade do Rio de Janeiro é um dos principais destinos turísticos para a comunidade LGBTI+. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o público LGBTI+ representa 10% dos viajantes e movimenta 15% do faturamento do setor.



Monica Benicio, líder da bancada do PSOL na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, protocolou projeto de lei para que a Parada do Orgulho LGBTI+ seja reconhecida como de interesse cultural, social e histórico para a cidade. Viúva da ativista Marielle Franco e a única parlamentar abertamente lésbica do legislativo carioca, eleita em 2020, Monica propôs o PL para marcar o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho. A pedido da vereadora, a fachada do Palácio Pedro Ernesto foi iluminada com as cores do arco-íris, destacando a importância da luta pelos direitos LGBTI+.


Monica Benicio justifica que o projeto é uma ferramenta fundamental para os movimentos sociais exigirem do poder público o reconhecimento e a garantia dos direitos básicos da comunidade LGBTI+:


'Infelizmente, o Brasil ainda lidera o ranking de países que mais matam LGBTQIAP+. São muitos os desafios que enfrentamos para ter nossos direitos básicos garantidos. Ainda precisamos lutar contra o preconceito que deslegitima nossas famílias, dificulta o acesso à educação e ao mercado de trabalho, nos viola e nos mata cotidianamente. São muitos os avanços conquistados pelos movimentos LGBTI+ nas últimas décadas, mas nossa luta ainda é pelo direito de existir com dignidade e segurança e pelo direito de amar sem temer por nossas vidas. Enquanto a LGBTfobia for uma realidade na nossa sociedade, precisamos seguir construindo iniciativas e ações concretas para reforçar o combate a toda forma de discriminação contra nós', afirma a vereadora.

A primeira manifestação do orgulho gay no mundo ocorreu em 1970, um ano após os protestos de membros da comunidade LGBT+ contra a violência policial no bar Stonewall, em Nova York, em 28 de junho de 1969. Na época, a relação entre pessoas do mesmo sexo era criminalizada.


No Brasil, a primeira Parada LGBTI+ aconteceu em 25 de junho de 1995, sob o nome de Marcha pela Cidadania. Desde então, o evento é organizado anualmente pelo Grupo Arco-Íris na orla de Copacabana, reunindo milhões de pessoas e sendo um marco na afirmação dos direitos da população LGBTI+.


'A Parada carioca inspira e serve de modelo para centenas de marchas semelhantes pelo Brasil, contribuindo significativamente para a conquista de direitos humanos e individuais e para a promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais e toda a pluralidade das demais orientações sexuais e identidades de gênero. Por isso, esse reconhecimento cultural, social e histórico é fundamental', explica Monica, adiantando que o Grupo Arco-Íris anunciou que a Parada LGBT desse ano será dia 24 de novembro.



 
 
 

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