APAE de Búzios protesta e cobra garantia de sede para manter atendimentos
- Pimenta Rosa
- 16 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Famílias e integrantes da instituição se mobilizam em frente ao gabinete do prefeito após desocupação do imóvel; Executivo propõe alternativa, mas usuários exigem plano concreto

Integrantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Búzios e familiares dos assistidos realizaram, nesta segunda-feira (15), um protesto em frente ao gabinete do prefeito Alexandre Martins (Republicanos). O grupo exigiu explicações sobre a retirada da entidade do imóvel onde funcionava sua sede e cobrou garantias imediatas de continuidade dos atendimentos.
A mobilização destacou o impacto direto sobre pessoas com deficiência e suas famílias, que ficaram sem serviços essenciais após a desocupação. Profissionais de saúde, educadores e cuidadores alertam que a interrupção compromete tratamentos e rotinas pedagógicas, além de gerar insegurança e risco de retrocessos no desenvolvimento dos usuários.
Durante a manifestação, representantes da APAE conseguiram audiência com o prefeito. Alexandre Martins propôs a transferência da instituição para o espaço hoje ocupado pelo projeto assistencial Beija-Flor, como solução emergencial. Estiveram presentes à reunião Luiz Valério, presidente da Federação Estadual do Rio de Janeiro; Márcia Rocha, gestora executiva da Federação; Luana Costa, presidente da APAE de Búzios; Nilton César Santos, assessor da entidade; além da Coordenação do Fórum dos Usuários (FMUSUAS RIO).
A proposta, no entanto, foi recebida com cautela. Lideranças e familiares pedem um cronograma detalhado, definição de espaço adequado e garantias de manutenção das equipes técnicas. Para eles, a falta de planejamento na transição transforma uma decisão administrativa em problema de saúde pública.
A situação reforça a importância da continuidade institucional da APAE, atualmente sob intervenção. A unidade de Búzios atende populações vulneráveis e desempenha papel fundamental na rede de atenção à pessoa com deficiência, oferecendo serviços de reabilitação, apoio pedagógico e acompanhamento social.
Enquanto aguardam medidas concretas do poder público, familiares e usuários prometem manter a mobilização. O objetivo é assegurar que qualquer mudança preserve direitos, vínculos e a qualidade do atendimento prestado pela instituição.




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