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Bloco do MST estreia no Carnaval do Rio e leva a luta pela Reforma Agrária às ruas da cidade

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realiza desfile inédito no pré-carnaval carioca, unindo cultura popular, crítica social e celebração coletiva



O Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 ganha um novo e simbólico personagem: o Bloco do MST. De forma inédita, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra estreia nas ruas da capital fluminense neste sábado (07) com um cortejo que promete transformar a festa popular em espaço de diálogo político, cultura e resistência. A concentração será a partir das 7h, na Praça Mauá, com percurso até a Praça da Harmonia.


Com o tema “Quando a enxada vira tambor, a luta vira samba”, o bloco apresenta uma programação que inclui orquestra de enxadas, cortejo de fanfarra e show da Bateria Sem Terra. A iniciativa marca a primeira vez que um bloco criado por um movimento social ocupa oficialmente o Carnaval de rua carioca, com o objetivo de popularizar a defesa da Reforma Agrária Popular e da Agroecologia por meio da linguagem cultural.


Para a vereadora Maíra do MST (PT/RJ), uma das articuladoras da pauta nos espaços urbano e institucional, o carnaval é uma ferramenta histórica de expressão da classe trabalhadora. Segundo ela, o bloco surge como uma estratégia política do movimento para dialogar especialmente com a juventude.


“O Bloco do MST chegou ao Rio celebrando a rebeldia e a resistência negra, indígena e camponesa. Carnaval é sinônimo de subversão e de crítica às opressões. É o momento em que o povo transforma o espaço público em território de liberdade”, afirma.

Criado em 2002, na Comuna Dom Helder Câmara, o Bloco do MST mantém, há mais de duas décadas, ações artísticas e pedagógicas permanentes. Ao longo dos anos, realizou cortejos carnavalescos em estados como Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, chegando agora ao Rio de Janeiro. O projeto envolve centenas de artistas, produtores e militantes de diferentes setores do movimento, incluindo comunicação, juventude, gênero, educação, saúde, coletivos étnico-raciais e LGBTI+, além das frentes de Teatro, Música e Artes Visuais.


A atuação do bloco vai além do período carnavalesco. A organização promove oficinas de percussão em escolas do Sudeste, oferece aulas de bateria para crianças e adolescentes de áreas rurais e participa da Comissão Especial do Carnaval da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. As ações já alcançaram mais de 100 mil pessoas em todo o país. O grupo também é responsável pela criação e gravação de cinco sambas-enredo que integram os álbuns fonográficos do MST e são entoados em encontros, congressos e formações pedagógicas.


Para Maíra do MST, a presença do bloco no Carnaval também é uma resposta à mercantilização da maior festa popular do mundo. “Celebrar o carnaval é reconhecer a festa como trabalho, economia e organização popular. Viver o carnaval é afirmar o direito à cidade e à cultura. Fazer da alegria uma forma de resistência é também projetar um futuro coletivo”, conclui.


Além do desfile oficial no pré-carnaval carioca, o Bloco do MST também passará por outros municípios do estado, como Nova Iguaçu, Campos dos Goytacazes, Maricá e Macaé, ampliando o alcance da proposta e reforçando o diálogo entre cultura popular e luta social.

 
 
 
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