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Caminhada reúne milhares no Rio e reforça urgência no combate à violência contra mulheres e meninas

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 1 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Mobilização do Grupo Mulheres do Brasil integra ato global, cobra respostas do poder público e apresenta novas iniciativas de acolhimento, prevenção e direitos


Foto divulgação: Cristina Lacerda
Foto divulgação: Cristina Lacerda

Em uma manhã marcada por firmeza e mobilização social, o Grupo Mulheres do Brasil realizou neste domingo (30), a 8ª Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, reunindo participantes no Posto 3 da praia de Copacabana. O ato fez parte de uma grande articulação nacional e internacional, com atividades simultâneas em diversas cidades do Brasil e do exterior, reforçando a dimensão coletiva da luta e a urgência de respostas à escalada de violência de gênero.


“Caminhamos por justiça, por dignidade e por todas que não puderam estar aqui para contar sua história”, declarou Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil. Ao lado de ativistas, autoridades e lideranças comunitárias, ela destacou que a violência contra meninas e mulheres permanece como “uma epidemia silenciosa que atravessa fronteiras, classes sociais e culturas”.


A líder do Núcleo Rio de Janeiro, Inês Rocha, ressaltou a importância da participação social contínua: “Além de promovermos espaços de escuta e acolhimento, entendemos que buscar novas oportunidades para estimular a participação da sociedade civil no combate à violência passou a ser parte essencial da nossa missão”.


Autoridades presentes reforçaram compromissos e anunciaram medidas práticas de apoio e prevenção. A líder do Núcleo de Combate à Violência do grupo, Marilha Boldt, destacou: “A violência é de responsabilidade de toda a sociedade e precisamos continuar caminhando, em busca do fim”.


A secretária Municipal para Mulheres do Rio, Joyce Trindade, também fez um apelo contundente: “Essa marcha é um compromisso coletivo. Não toleraremos as mortes de tantas meninas e mulheres no Brasil”.


Entre as iniciativas anunciadas, Daiane Luna, diretora do programa Detran Mulher RJ, apresentou o projeto “Sábado Delas — sua dignidade começa aqui!”, que será lançado próximo dia 6 em todas as unidades do Detran nos 92 municípios do estado, oferecendo mutirões de acolhimento e orientação.


Representando a Polícia Civil, a titular da DEAM Oeste, Dra. Fernanda Caterine Eiras Dias Pina, reforçou a importância da denúncia: “Se você viu ou testemunhou alguma violência contra meninas e mulheres, procure a DEAM mais próxima. Nós nos tornamos responsáveis pelo mal que podemos evitar”.


A caminhada também integrou manifestações culturais e ações educativas, com rodas de conversa, distribuição de materiais informativos e apresentações artísticas. A cantora e compositora Flávia Saolli emocionou o público ao puxar o coro de “uma sobe e puxa a outra”. A Escola de Samba Unidos de Villa Rica levou seu enredo “O Poeta do Sertão: João do Vale”, enquanto a Acadêmicos da Avenida Brasil também marcou presença, unindo arte e mobilização social.


Os dados que embasam o movimento são alarmantes: mais de 21 milhões de meninas e mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual no Brasil no último ano. Em 2024, o país registrou 1.450 feminicídios — quatro por dia —, a maioria cometidos por parceiros ou ex-parceiros, muitas vezes dentro de casa. A ONU Mulheres estima que, no mundo, uma mulher ou menina é morta a cada 10 minutos por um familiar, e que uma em cada três já sofreu algum tipo de violência ao longo da vida.


O evento contou com o apoio de parceiros institucionais fundamentais: Firjan, SPM-Rio, CEDAE Rio, Detran Rio, Secretaria de Esporte RJ, Vibra, Eletromídia, Metrô Rio, Blue Note, Polícia Militar, Mulher RJ, Patrulha Maria da Penha Rio, Governo do Estado e Prefeitura do Rio de Janeiro.

 
 
 

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