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“Chiquinha Gonzaga e seu legado” celebra a força e a ancestralidade da primeira maestrina do Brasil

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 9 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Recital cênico com Raquel Paixão, direção de Elisa Lucinda e direção musical de Maria Teresa Madeira revisita a trajetória feminista, abolicionista e musical da compositora em circulação pelo Estado do Rio de Janeiro


Foto divulgação: Daniel Borba
Foto divulgação: Daniel Borba

Inspirado na vida e na obra de uma das figuras mais revolucionárias da música brasileira, o recital cênico “Chiquinha Gonzaga e seu legado” segue em circulação por espaços culturais do Estado do Rio de Janeiro. Com interpretação da pianista e atriz Raquel Paixão, direção cênica de Elisa Lucinda e direção musical de Maria Teresa Madeira, o espetáculo propõe um diálogo entre teatro e música, recriando passagens da vida da artista que desafiou as normas de seu tempo e se tornou símbolo de liberdade, feminismo e resistência.


A montagem, com entrada gratuita, - que acontece amanhã (10) em Volta Redonda; dia 16 (quinta-feira) no Centro do Rio, e dia 17 (sexta-feira) em Barra Mansa - celebra a força criadora e o protagonismo de Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a primeira mulher a viver profissionalmente da música no Brasil e autora da histórica marchinha Ô Abre Alas.


O espetáculo apresenta um repertório inteiramente dedicado às composições de Chiquinha Gonzaga, entre choros, valsas e maxixes, revelando também os bastidores de sua trajetória abolicionista e suas lutas enquanto mulher negra em um país profundamente marcado por desigualdades sociais e raciais.


“A música de Chiquinha Gonzaga sempre esteve presente em minha vida. Tenho formação em música clássica, com bacharelado, mestrado e especialização em piano. Nesse ambiente, sempre tive na memória músicas como Corta-Jaca, Plangente, Lua Branca, além da marchinha de carnaval Ô Abre Alas, que faz parte do nosso universo cultural”, conta Raquel Paixão.


A diretora cênica e multiartista Elisa Lucinda destaca que o recital tem como propósito ampliar o acesso do público à obra e à trajetória de Chiquinha Gonzaga, estabelecendo uma ponte entre sua produção musical e os diferentes momentos de sua vida. Segundo ela, o espetáculo também revisita o contexto social e cultural do Rio de Janeiro em que a compositora atuou, analisando as peças teatrais e composições nas quais a maestrina participou como autora e colaboradora, revelando a força de sua presença artística e política.


“O Brasil não tem produzido no seu imaginário a imagem da Chiquinha Gonzaga negra e o recorte que ela foi uma feminista, uma revolucionária, filha de uma mulher negra, teve que casar escondida com seu pai porque ele era burguês e ela negra. Essas questões que nunca foram problematizadas nas produções que ela não foi representada como negra”, afirma Elisa, ressaltando que “todas as mulheres são herdeiras dos caminhos que a Chiquinha Gonzaga abriu, por isso, vamos fazer um recital cênico que vai realizar o papel que eu gosto que a arte faça: divirta, reflita e ensine arte e educação”.


A diretora musical Maria Teresa Madeira destaca a excelência do trabalho desenvolvido por Raquel Paixão, elogiando sua atuação como pianista, pesquisadora e educadora comprometida com a difusão da música brasileira. Para ela, o projeto reafirma o protagonismo de Francisca Edwiges Neves de Gonzaga, figura essencial na história cultural do país.


“Esse projeto traz a figura de Francisca Edwiges Neves de Gonzaga, mais uma vez, como protagonista. Essa maestra, compositora, pianista, arranjadora e uma pessoa muito influente na nossa vida musical brasileira, que trouxe à tona problemas sociais, que até hoje nos são muito caros. Então, muitos vivas a esse trabalho incrível, que eu tenho muita alegria de poder colaborar e que tenho certeza que vai trazer uma luz mais brilhante ainda sobre a vida dessa figura tão impressionante e tão marcante que é nossa Chiquinha Gonzaga”, conclui a diretora musical.


Com produção da Paragogí Cultural, idealizada por Rafael Lydio, o recital integra o compromisso da produtora com a valorização da diversidade, da inclusão e da cultura como instrumento de transformação social. A montagem “Chiquinha Gonzaga e seu legado” é patrocinada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec/RJ), através da Política Nacional Aldir Blanc.



Ficha Técnica:

  • Idealização e interpretação: Raquel Paixão @_raquelpaixao

  • Direção cênica: Elisa Lucinda @elisalucinda

  • Direção musical: Maria Teresa Madeira @ mtmadeira.piano

  • Direção de produção: Rafael Lydio @rafaellydio

  • Iluminação: Maurício Fuziyama @fuziyamauricio  e Rommel Equer @rommelequer

  • Som: Yuri Eiras @yurieiras

  • Coordenação de comunicação: Incerta

  • Projeto gráfico, fotografia e mídias sociais: Daniel Barboza @danielbarbozarj

  • Assistência de mídias sociais: Diogo Nunes @odiogonunes

  • Assessoria de imprensa: Alessandra Costa @aleassessoria

  • Coordenação administrativa e financeira: Carolina Villas Boas @ carolinavillasboas | Clareira Cultural

  • Produção executiva: Ana Inacio @atena_zede

  • Figurino: Angela Brito @angelabritobrand | roupas e A-Aurora @aaurora | Sapatos 

  • Estúdio: À La Bangu @alabangu_estudio




SERVIÇOS

Espetáculo Chiquinha Gonzaga e seu legado

Entrada gratuita 

  • 10 de outubro, sexta-feira, às 18h - Rua Graham Bell, 89 - Vila Mury, Volta Redonda - RJ

  • 16 de outubro, quinta-feira, às 19h - Casa do Choro (RJ) - Rua da Carioca, 38 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

  • 17 de outubro, sexta-feira, às 9h - Av. Pref. João Chiesse Filho 312, Centro, Barra Mansa - RJ












 
 
 

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