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Poesia sem barreiras chega às escolas de Nova Sepetiba, zona Oeste do Rio

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 6 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de out. de 2025

Projeto “Poéticas na Escola – Slam” estreia com aula sobre acessibilidade cultural e aproxima estudantes ouvintes e surdos por meio da poesia visual


Foto divulgação: Daniel Borba
Foto divulgação: Daniel Borba

Em meio aos muros da Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba, em Nova Sepetiba, Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, versos começam a ganhar corpo, ritmo e voz. É o início de uma nova experiência literária que une criatividade, performance e reflexão social. O projeto “Poéticas na Escola – Slam”, desenvolvido pela Alkebulan Arte e Cultura, chega à unidade escolar entre outubro e novembro com o objetivo de despertar entre estudantes de 12 a 14 anos o prazer pela leitura, a escrita criativa e a liberdade de expressão.


E nesta quarta-feira (08), os estudantes da unidade escolar, participam da primeira atividade do projeto “Poéticas na Escola – Slam”. A aula inaugural será dedicada à sensibilização sobre acessibilidade cultural, abrindo espaço para o diálogo entre alunos ouvintes e surdos e apresentando a Poesia Visual Vernacular — linguagem artística que utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como forma poética e performática.


O objetivo é introduzir noções de convivência com a comunidade surda, mostrar as dinâmicas do slam com artistas surdos e promover reflexões sobre práticas anticapacitistas. A proposta marca o início de uma série de dez oficinas literárias que acontecem entre outubro e novembro, sempre às quartas-feiras, das 14h às 16h, com foco na literatura falada e na criação autoral de jovens de 12 a 14 anos.


A iniciativa é realizada com apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Política Nacional Aldir Blanc. De acordo com o coordenador do projeto, Fellipe Calarco, o slam foi escolhido por sua capacidade de unir literatura e performance de modo acessível e atraente:


“A escolha do Slam como ferramenta se deve à sua capacidade de combinar literatura e performance de forma acessível, oferecendo uma entrada atraente para jovens que, muitas vezes, têm pouco contato com a literatura formal. O projeto surge da necessidade de ampliar o acesso à escrita criativa e à literatura em Nova Sepetiba, uma região com escassez de iniciativas culturais”, explica.

Já no próximo dia 22 (quarta-feira) , o projeto recebe o poeta e professor da UFRJ Bruno Vitelli, que é surdo, para uma vivência prática dessa forma de poesia, explorando o corpo como instrumento de narrativa. Natural de Duque de Caxias, Maui acumula milhões de reproduções nas plataformas digitais e representa uma nova geração de músicos periféricos que traduzem nas letras as vivências e resistências das quebradas.


Encerrando o ciclo, no dia 19 de novembro, das 9h às 12h, os estudantes participarão de uma grande batalha de slam, aberta à comunidade escolar. Nesse momento, as vozes jovens ocuparão o centro do palco para apresentar as criações desenvolvidas durante as oficinas.


Com passagens por mais de dez escolas e seis cidades da Região Metropolitana, o projeto já alcançou 2.770 estudantes, consolidando-se como uma das mais expressivas ações de incentivo à literatura falada entre jovens da rede pública.




Serviço

Poéticas na Escola – Slam

Oficinas: 8 e 22 de outubro

Evento final: 19 de novembro, das 9h às 12h

Local: Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba - Avenida Um – Nova Sepetiba, Santa Cruz, Rio de Janeiro – RJ


Ficha técnica

Coordenador de projeto: Fellipe Calarco

Supervisão pedagógica: Nayara Matos

Produtores: Efêmero e Pitanga ZN

Assistente de produção: Jefferson Freitas

Oficineiro: DG

Assessoria de imprensa: Alessandra Costa

Social Media: Carolyne Regina e Davi Leon

Mediadora de acessibilidade: Andreia Oliveira

Intérprete de LIBRAS: Thiago Carlos e Sheila Martins


Realização

Alkebulan Arte e Cultura


Apoio: Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do RJ – Política Nacional Aldir Blanc

 
 
 

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