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“Presenças Invisíveis – Mulheres Trans” dá voz à arte que nasce atrás das grades

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • 19 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Exposição inédita de Isabela Francisco traz ao Centro Cultural Correios, no Rio, obras criadas por mulheres trans em situação de cárcere e provoca reflexão sobre visibilidade, dignidade e direitos


Foto divulgação
Foto divulgação

O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro abre suas portas na próxima quarta-feira (24) para a exposição inédita “Presenças Invisíveis – Mulheres Trans”, um projeto de forte impacto social e artístico. A mostra é assinada pela artista plástica e curadora Isabela Francisco, que desde 2021 desenvolve trabalhos com foco em populações vulnerabilizadas, transformando a arte em ferramenta de resistência e esperança.


O coração da exposição são os lençóis pintados por mulheres trans encarceradas no presídio Evaristo de Moraes (RJ). Cada traço e cor revela dores, angústias, memórias e desejos de vidas que muitas vezes permanecem invisíveis aos olhos da sociedade. Para Isabela, essa criação coletiva é um grito de urgência por menos preconceito, intolerância e violência.


“Constatei histórias marcantes e tracei meu próprio conceito. Foi uma experiência única, intrigante e muito triste. A maioria está ali por uma enorme carência e total falta de oportunidades”, afirma a artista, que acredita na arte como ponte entre mundos separados pelo silêncio.

Além dos trabalhos produzidos pelas detentas, a mostra apresenta esculturas e pinturas de Isabela Francisco, que dialogam com o tema da invisibilidade e da busca por dignidade. Um dos destaques é a obra “Soberana”, criada a partir de fotografias feitas pelo Ministro Sebastião Reis Júnior (STJ) no Centro de Detenção Provisória Pinheiros II, em São Paulo. Parte desse material foi publicado no livro Translúcida (Editora Amanuense, 2023) e será ressignificado pela artista dentro da exposição.


“A arte consegue penetrar no invisível e mexer no subconsciente, trazendo e levando memórias, afagando e remexendo no limbo humano”, reflete Isabela.


Com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio de suas Secretarias de Administração Penitenciária, da Mulher e de Comunicação Social, além do Santuário Cristo Redentor, a exposição é um convite para repensar as presenças que insistimos em apagar.



Serviço

  • Abertura:  24 de setembro (quarta-feira), das 16h às 20h

  • Visitação:  25/09 a 15/11 - Terça-feira a sábado, das 12h às 19h

  • Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro  

  • Entrada gratuita

  • Classificação Indicativa: Livre

 
 
 

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