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Querô – Sempre uma Reportagem Maldita” ocupa Museu da Maré e Teatro Gonzaguinha com crítica social contundente

  • Foto do escritor: Pimenta Rosa
    Pimenta Rosa
  • há 24 horas
  • 2 min de leitura

Espetáculo do Coletivo Corte, criado na Maré, propõe releitura contemporânea da obra de Plínio Marcos e leva ao palco, com entrada gratuita, reflexões sobre violência estrutural e desigualdade social



Livre Entre Lugares Maré, realiza temporada ao longo do mês de abril no Museu da Maré e no Teatro Municipal Gonzaguinha, no Centro do Rio de Janeiro, com apresentações gratuitas.


Assinada pelo Coletivo Corte, a montagem apresenta uma releitura cênica marcada por forte crítica social e política, ao narrar a trajetória de um jovem atravessado pela violência estrutural. Inspirada na obra de Plínio Marcos, a encenação propõe uma adaptação que dialoga diretamente com a realidade contemporânea das periferias cariocas, em especial o Complexo da Maré.


Com uso expressivo de iluminação e elementos de cena, o espetáculo constrói uma narrativa não linear, transitando entre passado, presente e futuro. A história acompanha um menino que cresce à margem, sem acesso a direitos básicos, e que aprende desde cedo a lidar com a exclusão e a repressão institucional.


Segundo o Coletivo Corte, a proposta vai além da encenação tradicional. Em cena, os artistas alternam papéis entre personagens e criadores do espaço cênico, tensionando a relação entre arte, política e vivência periférica. “A montagem evidencia, de forma sensível, experiências marcadas pela ausência de políticas públicas e busca provocar reflexão sobre desigualdades sociais”, destacam.


A adaptação nasce da identificação direta do grupo com o enredo. Jovens, moradores da Maré e formados em processos artísticos locais, os integrantes trouxeram para o palco uma versão que incorpora elementos do cotidiano da favela, ampliando o alcance e a atualidade da narrativa original.


Para a dramaturga Renata Tavares, a encenação atualiza o debate proposto há cinco décadas. “A peça questiona onde estão os ‘Querôs’ de hoje e como a sociedade continua reproduzindo estruturas de exclusão”, afirma.


O Coletivo Corte foi formado durante o processo criativo do Festival de Cenas Curtas da Escola Livre Entre Lugares Maré, reunindo artistas interessados em produzir uma arte engajada, conectada com o território e suas urgências sociais.


Ficha técnica

Idealização: Coletivo Corte

Dramaturgia: Plínio Marcos

Adaptação dramatúrgica:Coletivo Corte e Renata Tavares

Elenco: Edson Martins, Fernanda Pontes, Jade Cardozo, Roger Neri, Thiago Manzotti, Yasmim Rodrigues

Encenação: Renata Tavares

Iluminação e Operação de Luz: Lucas da Silva

Operação de som: Maya Oliver

Figurino: Jade Cardozo, Thiago Manzotti

Cenografia: Rafael Rougues

Trilha Sonora: Zaratustra

Coreografias: Coletivo Corte

Agentes de Pesquisa Corporal: Alynah Vênus, Karla Muniz Ribeiro, Maryana Oliveira, Zabel Araújo

Social Media: Rebeca Carvalho

Foto de Divulgação/Fotógrafo: Zé Bismarck

Videomaker: Marco Brendon

Designer: Caju Ribeiro

Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa

Assistentes de Produção: Edson Martins, Fernanda Pontes, Thiago Manzotti, Vanu Rodrigues

Direção de Produção: Vanessa Greff

 

Serviços

Espetáculo Querô - Sempre uma Reportagem Maldita

Museu da Maré

02, 03, 04, 05, 09,10,11 e 12/04 de quinta á domingo às 19h30

Endereço: Avenida Guilherme Maxwell Nº 26, Morro do Timbau, Complexo da Maré.

Ingresso: Gratuito.

Teatro Municipal Gonzaguinha

15, 16, 17, 18,  22, 23, 24 e 25/04  de quarta á sábado ás 19 horas

Endereço: Rua Benedito Hipólito nº 125 / 3º andar

Ingresso: Gratuito

Duração: 80 min

Classificação: 16 anos

 
 
 

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@2022 By Jornal Pimenta Rosa

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