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Equipe de Linn da Quebrada pode acionar BBB-22 por transfobia

Cantora já foi chamada por pronome masculino algumas vezes e torpedo anônimo fez com que equipe da cantora, que é travesti, pensa em acionar o programa



O reality show Big Brother Brasil (BBB), da TV Globo, pode ser acionado por transfobia, após vários casos de desrespeito à cantora travesti Linn da Quebrada, sem que houvesse qualquer correção por parte da direção do programa. O torpedo anônimo perguntando se a cantora estava 'solteiro' fez com que a equipe de Linn da Quebrada divulgasse uma nota nas redes sociais exigindo respeito. Eles pedem que a direção do programa se posicione sobre os casos de transfobia recorrentes.


'Em nosso país, violências transfóbicas atravessam pessoas trans e travestis, estejam elas dentro de um reality show ou não. Essa violência é recorrente, tanto que o Brasil se manteve pelo 13º ano como o país que mais mata travestis e transexuais... Neste momento, pela primeira vez, grande parte do país está visualizando algumas das muitas violências as quais pessoas trans e travestis são submetidas diariamente. Infelizmente, Linn da Quebrada não é exceção', diz parte da nota.


Ao ser questionada pelo apresentador Tadeu Schmidt sobre a tatuagem na sua testa e como queria ser chamada, a cantora deu uma aula de cidadania, terminando a explicação reafirmando que quer ser chamada por pronomes femininos.


Aula de cidadania


A expectativa é que esse BBB possa dar uma aula de cidadania a milhões de brasileiros, mostrando a importância de se dar espaço a todos os gêneros. O participante Rodrigo, ao se referir a uma travesti, usou o termo 'traveco'. Repreendido por outros participantes, ele foi conversar com a cantora e afirmou que não sabia que o termo era pejorativo.


O surfista Pedro Scooby também se referiu a Linn da Quebrada com pronome masculino, mas, ao perceber o deslize, se corrigiu.


A expectativa das associações que representam travestis e transexuais no país esperam que o programa, que tem grande audiência, possa ajudar a quebrar preconceitos e reafirmar o espaço a todos, independente de seu gênero, com respeito e dignidade.



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